Acionistas da Warner Bros votam a favor de fusão com Paramount

Os acionistas deverão receber 31 dólares em dinheiro por cada ação da Warner Bros que possuam, assim que a operação for finalizada. Ainda assim, deixaram "cair por terra" o pacote de remuneração do CEO da Warner.
Paramount venceu corrida pela pela compra da Warner Bros à Netflix
Jae C. Hong / Associated Press
João Duarte Fernandes 15:52

Os acionistas da Warner Bros Discovery votaram por esmagadora maioria a favor da fusão com a Paramount Skydance, apesar da oposição generalizada ao negócio em Hollywood. a histórica empresa por 110 mil milhões de dólares em fevereiro, deixando a Netflix para trás após uma “guerra” pelo controlo da Warner que durou meses.

Os acionistas deverão receber 31 dólares em dinheiro por cada ação da Warner Bros que possuam, assim que o acordo for concretizado, segundo avançou a Bloomberg. O negócio ainda enfrenta investigações por parte de autoridades da concorrência em várias jurisdições, incluindo nos Estados Unidos (EUA) e na União Europeia (UE).

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Caso o acordo não seja finalizado até 30 de setembro, os acionistas da Warner irão receber 25 cêntimos por ação por cada trimestre até ao fecho do negócio.

"A aprovação dos acionistas hoje é mais um marco importante para a conclusão desta transação histórica, que irá proporcionar um valor excecional aos nossos acionistas", afirmou David Zaslav, CEO da Warner, citado pela CNBC. Os acionistas também votaram contra um , que antecipava prémios em ações no valor de mais de 500 milhões de dólares e incluía ainda 335 milhões de dólares em potenciais reembolsos fiscais.

Se as entidades reguladoras acabarem por bloquear o acordo, a Paramount terá de pagar uma indemnização de 7 mil milhões de dólares à gigante de Holywood. A empresa liderada por David Ellison já pagou uma indemnização de rescisão de 2,8 mil milhões de dólares à Netflix em nome da Warner Bros, depois de a dona da HBO ter desistido de um acordo com a plataforma de "streaming".

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A confirmar-se o negócio, os dois estúdios passariam a deter um vasto catálogo que vai desde filmes como "O Padrinho" ao universo Harry Potter.

A transação tem enfrentado, no entanto, duras critícas por parte do setor. Mais de 4 mil atores, realizadores e produtores assinaram uma carta aberta opondo-se  à fusão, argumentando que  prejudicaria uma indústria "já sob forte pressão, em grande parte devido a anteriores ondas de consolidação".

"Esta transação consolidaria ainda mais um panorama mediático já concentrado, reduzindo a concorrência num momento em que as nossas indústrias — e os públicos que servimos — menos podem suportá-lo", escreveram os signatários da carta, cita a CNBC. A Paramount Skydance refutou esse argumento, insistindo que a fusão "fortalece tanto a escolha do consumidor como a concorrência, criando maiores oportunidades para os criadores, o público e as comunidades onde vivem e trabalham".

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O CEO da Paramount tentou tranquilizar os cineastas com a promessa de manter os filmes nas salas de cinema durante pelo menos 45 dias, ao mesmo tempo que se comprometeu a lançar 30 filmes por ano entre os dois estúdios. Afirmou que a Warner Bros Pictures se irá manter como uma operação independente.

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