Angolana TAAG justifica prejuízo de 124 milhões de euros com processo de transformação da companhia
A transportadora aérea angolana TAAG registou um resultado líquido negativo de 144,6 milhões de dólares (124 milhões de euros) em 2025, que a administração atribui ao impacto financeiro do processo de modernização e reorganização da companhia.
Na apresentação do balanço da atividade de 2025, o presidente do conselho de administração (PCA) da TAAG, Clóvis Rosa, afirmou que "2026 tem de ser um grande ano de viragem", defendendo que a companhia entrou "num novo ciclo" de transformação.
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"A TAAG está consciente dos desafios, está em transformação e está comprometida com a construção de uma companhia mais segura, mais fiável, mais eficiente e mais preparada para responder às exigências futuras da aviação africana e mundial", declarou.
O responsável apontou como principais desafios do setor a forte pressão sobre os custos operacionais, a volatilidade dos preços do combustível, as limitações persistentes nas cadeias internacionais de fornecimento de aeronaves e componentes, o agravamento das exigências regulatórias e os constrangimentos operacionais que afetam companhias aéreas em várias regiões do mundo, incluindo África.
Segundo Clóvis Rosa, em 2025 a TAAG transportou 1,26 milhões de passageiros, um crescimento de 0,8% face ao ano anterior, operando uma rede de 26 destinos domésticos, regionais e intercontinentais e registando receitas globais de 437 milhões de dólares (376 milhões de euros).
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A companhia encerrou o exercício com uma frota de 32 aeronaves e prosseguiu a modernização da frota com a introdução progressiva de aeronaves Boeing 787-9 Dreamliner e Airbus A220-300.
Os investimentos realizados pela companhia em 2025 ascenderam a 411 milhões de dólares (354 milhões de euros), sobretudo destinados à aquisição de aviões.
Apesar do crescimento operacional e do reforço do investimento, a TAAG apresentou um resultado líquido negativo de 144,6 milhões de dólares.
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"Esse resultado reflete, em grande medida, o impacto de investimentos estruturantes associados à modernização da frota, à reorganização operacional, à transição aeroportuária, ao reforço da capacidade técnica, à recuperação dos sistemas afetados pelo ciberataque e à implementação de medidas essenciais para assegurar a sustentabilidade futura da companhia", afirmou.
Clóvis Rosa defendeu que a transformação da transportadora "não pode ser analisada numa lógica imediatista", sublinhando tratar-se de "um setor altamente técnico, intensivo em capital e extremamente exigente do ponto de vista operacional".
"Nenhuma companhia aérea consegue transformar-se, modernizar-se e crescer sem investimento", acrescentou.
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Ao longo de 2025, a TAAG avançou ainda com o reforço dos sistemas de manutenção e aeronavegabilidade, acelerou programas de formação técnica, implementou novos mecanismos de controlo operacional e segurança e consolidou parcerias estratégicas internacionais.
O PCA destacou igualmente o programa PALANCA, desenvolvido em parceria com a Lufthansa Consulting, para apoiar o processo de reestruturação, modernização e otimização da companhia em áreas como segurança operacional, manutenção, engenharia e sustentabilidade financeira.
A companhia realizou também 275 novas contratações em 2025, incluindo pilotos, tripulantes de cabine e técnicos especializados.
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