Autoridades angolanas desmantelam centro de mineração de criptomoedas em Luanda

A mineração de criptomoedas é proibida em Angola, com uma lei criada em 2024, que visa proteger o sistema financeiro e a segurança energética angolana.
No âmbito da operação foram detidas 10 pessoas.
Bloomberg
Lusa 18 de Fevereiro de 2026 às 09:57

As autoridades angolanas desmantelaram em Luanda um estaleiro clandestino de mineração de criptomoedas, com quase 3.000 processadores, que diariamente renderia três mil dólares (2.555 euros), anunciou o serviço de investigação criminal.

No âmbito da operação, realizada na terça-feira, 17 de fevereiro, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) informou que 10 pessoas foram detidas, duas de nacionalidade chinesa e as restantes angolanas.

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Numa nota de imprensa, o SIC relatou a existência de um estaleiro clandestino de grandes dimensões que estava a ser equipado para a atividade de mineração ilícita de criptomoedas [moedas virtuais], com uma infraestrutura tecnológica com mais de dois mil processadores específicos para mineração e um poste de transformação de elevada capacidade ligado à rede elétrica pública.

Em declarações à imprensa, o porta-voz do SIC, Manuel Halaiwa, disse que o local para o exercício da atividade ilícita "foi escolhido a dedo", frisando que o lugar favorecia por ter energia elétrica ligada à rede pública.

"E também por ser um lugar escondido, onde ninguém tem acesso, para entrarmos aqui temos que passar por duas cancelas com guarnição armada", afirmou ainda.

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Centro clandestino estava dissimulado no interior de uma fábrica.

Manuel Halaiwa realçou que além dos processadores foram apreendidos cabos, ventoinhas, placas, cinco viaturas usadas no transporte deste material.

"Se este material todo fosse aqui colocado e estivesse a funcionar, estamos a falar que esses indivíduos disponibilizavam de valores a rondar, do ponto de vista de lucro, acima dos 3.000 dólares/dia, ou acima de 90 a 100 mil dólares por mês", disse.

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Este é o segundo caso que o SIC divulga este ano, depois do desmantelamento de um centro clandestino de mineração de criptomoedas, com mais de 1.500 processadores, dissimulado no interior de uma fábrica, que operava com dois postos de transformação de energia elétrica da rede pública, no município de Viana.

Nesta operação em questão foram detidos quatro angolanos, encarregados de controlar a infraestrutura liderada por cidadãos chineses.

A mineração de criptomoedas é proibida em Angola, com uma lei criada em 2024, que visa proteger o sistema financeiro e a segurança energética angolana.

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