Benfica SAD com resultado líquido positivo de 40,6 milhões de euros no primeiro semestre
A Benfica SAD registou um resultado líquido positivo de 40,6 milhões de euros no 1.º semestre do exercício de 2025/26. O Relatório e Contas deste período de gestão foi comunicado nesta sexta-feira à CMVM e o resultado líquido representa uma melhoria de 0,7% face ao período homólogo, correspondendo ao terceiro resultado positivo consecutivo num primeiro semestre.
Através de uma nota divulgada no site oficial, os encarnados apontam os principais destaques das contas. Assim, os rendimentos operacionais sem direitos de jogadores ascendem a 106,9 milhões de euros, o que representa um crescimento de 1,1% face ao período homólogo. Esta evolução é justificada, sobretudo, pelo aumento dos rendimentos relacionados com os jogos disputados na Luz, que registam um crescimento de 17,9%. As águias salientam que "este é o segundo melhor registo de sempre alcançado pela SAD num 1.º semestre". Nas últimas 4 épocas, os rendimentos operacionais sem direitos de jogadores superaram sempre os 100 milhões de euros, o que no entender dos encarnados "evidencia a consistência e solidez da estrutura de rendimentos da SAD, num período que integra os quatro melhores registos históricos.
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Quanto às receitas de TV atingem 27,4 milhões de euros, o que representa um crescimento de 4,6% face ao período homólogo, sendo este aumento principalmente justificado pelas receitas associadas ao contrato da NOS. O Benfica esclarece que "a renovação desse contrato, formalizada em janeiro de 2026 e que permitiu estender esta parceria para as épocas 2026/27 e 2027/28, não tem qualquer impacto nos resultados deste semestre, nem terá influência nas contas deste exercício", sendo que "permitirá que as receitas de televisão da SAD continuem a crescer nas próximas épocas".
Os rendimentos totais ascendem a 198,4 milhões de euros, o que representa uma quebra de 7,5% face aos 214,3 milhões de euros apresentados no período homólogo. Esta diminuição é explicada pelos encarnados com "o decréscimo dos rendimentos com transações de direitos de atletas".
Ao nível dos custos, os gastos operacionais sem direitos de atletas ascenderam a 113,4 milhões de euros, o que equivale a uma diminuição de 6,3% face aos 121,1 milhões de euros apresentados no período homólogo, sendo esta variação essencialmente justificada pela "redução dos gastos com pessoal".
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Em termos de balanço face a 30 de junho de 2025, destaca-se o reforço do ativo e do capital próprio, bem como a estabilidade da dívida líquida. Salienta-se que o crescimento do ativo ascende a 80,8 milhões de euros, montante que representa mais do dobro do aumento verificado no passivo.
O ativo apresenta um valor de 672 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 13,7% face ao final do exercício anterior, no qual ascendia a 591,2 milhões de euros. Esta variação é principalmente explicada pelo "aumento do saldo das rubricas de ativos intangíveis – plantel de futebol e de clientes e outros devedores".
No que diz respeito ao passivo equivale a 515,1 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 8,5% face a 30 de junho de 2025, explicado sobretudo com "o aumento dos saldos com fornecedores e outros credores". Já a dívida líquida equivale a 199,4 milhões de euros, correspondendo a um aumento de 1,3% face ao final do exercício anterior. "Apesar dos investimentos realizados, o nível da dívida líquida manteve-se estável em comparação com os dois últimos exercícios", sublinham as águias.
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Por fim, o capital próprio corresponde a 156,8 milhões de euros, representando uma melhoria de 34,8% face a 30 de junho de 2025. Esta variação positiva é justificada pelo "resultado líquido deste semestre" e esse montante corresponde a 1,36x o capital social da Sociedade (115 milhões de euros) e constitui o 2.º valor mais elevado de sempre registado pela sociedade.
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