CIP garante que adesão à greve foi "ainda menor" do que a 11 de dezembro

A Confederação Empresarial de Portugal nota uma adesão "residual e inexpressiva" à greve decretada pela CGTP. Associação presidida por Armindo Monteiro evidencia que paralisação "não perturbou o normal funcionamento das empresas".
A Confederação Empresarial de Portugal assume que a adesão foi inexpressiva.
Filipe Amorim / Lusa - EPA
Inês Pinto Miguel 18:47

A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) afirma que as empresas dos vários setores económicos apontaram uma adesão à greve residual, com os níveis a ficarem abaixo do impacto sentido a 11 de dezembro.

"Segundo os dados disponíveis e confirmados, esta greve geral passou ao lado da grande maioria das empresas portuguesas", garante a CIP, citada em comunicado. "O que os nossos associados nos transmitiram foram níveis de greve nulos ou inexpressivos, em regra limitados a trabalhadores com ativismo sindical".

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A associação empresarial adianta que os diferentes setores da atividade económica, entre os quais a indústria química, metalomecânica, têxtil, calçado, madeira, mobiliário, automóvel, grande distribuição ou farmacêutica, "praticamente não registaram adesões à greve geral em qualquer ponto do país". "No setor elétrico e eletrónico e agroindustrial, nas unidades em que houve um maior número de trabalhadores em greve, a adesão terá ficado entre os 2 e os 3%", nota a associação liderada por Armindo Monteiro.

Esta greve geral passou ao lado da grande maioria das empresas portuguesas. CIP

"Em várias áreas, o número de trabalhadores em greve identificados em todo o país não ultrapassou as dezenas e, em algumas delas – como as farmácias, os seguros e várias indústrias – não reportaram qualquer falta", nota o comunicado. Desta vez, e ao contrário do que foi sentido na greve de dezembro, evidenciam-se "menos adesões nos serviços públicos".

"Tratou-se de uma greve geral que não afetou nenhum setor da economia nem perturbou o normal funcionamento das empresas, à exceção dos tradicionais setores públicos dos transportes, saúde, educação e autarquias", garante a CIP.

A associação empresarial afirma que "é altura de o país virar a página desta conflitualidade sem expressão na economia real e retomar o diálogo social e político".

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