Efacec estuda fusão com Isolux (actualização)
(actualiza com mais detalhes do negócio a partir do sexto parágrafo)
A Efacec, uma empresa de automação e robótica, encontra-se a estudar a fusão com a Isolux Wat, da qual resultaria uma entidade detida a 65% pela empresa espanhola, com os restantes 35% a serem detidos pela empresa liderada por José Morais, revelou fonte conhecedora do processo ao Canal de Negócios.
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A fusão das empresas implicará um lucro líquido anual de 44,89 milhões de euros (9 milhões de contos), uma carteira de encomendas de 947,72 milhões de euros (190 milhões de contos) e uma facturação de 748,19 milhões de euros (150 milhões de contos). O número de empregados da nova empresa ascenderia a 5.000 funcionários, com presença em 40 países.
«O acordo foi ultimado ontem à noite», confirmou uma fonte conhecedora do processo ao Canal de Negócios.
Fonte oficial da Efacec revelou ao Canal de Negócios, que «a sociedade está em negociações com a Isolux para a realização de uma parceria, mas que este processo está ainda em fase de análise e que a Efacec não deixará de informar o mercado de futuros desenvolvimentos em torno destas negociações».
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Fonte conhecedora do processo revelou ao Canal de Negócios que a operação poderá passar pelo lançamento duma oferta pública de aquisição (OPA), «cujo preço poderá ascender aos 10 euros (2.005 escudos) por acção, apesar do preço final ainda não estar acordado», explicou.
Segundo fonte da indústria, «a existir uma oferta, ela só faz sentido se o Grupo José de Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves (TMG) estiverem de acordo, uma vez que em conjunto detêm 51% da Efacec. A operação pode passar por uma troca de participações, mas deverá envolver uma contrapartida monetária devido ao facto da empresa não se encontrar cotada em Bolsa. Os accionistas da Efacec não pretenderão deter acções de uma empresa sem terem a possibilidade de poder aliená-las em Bolsa», explicou.
«A empresa espanhola havia anunciado a sua intenção de dispersar capital em Bolsa ainda este ano, mas segundo apurei, essa operação não se irá realizar este ano», adiantou a mesma fonte.
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Questionada sobre se faz sentido a oferta ser lançada a 10 euros (2.004 escudos), a mesma fonte referiu que «segundo algumas avaliações, que apontam para os 8 ou 9 euros por acção (1.604 ou 1.804 escudos), esse preço poderá ser elevado, mas o facto da Efacec integrar o consórcio vencedor (em princípio) de uma licença de Universal Mobile Telecommunications System (UMTS), poderá elevar a sua cotação em um euro (200,482 escudos) por cada acção».
A Efacec referiu hoje em comunicado que «a Efacec, está a analisar, com o Grupo Isolux Wat, a viabilidade e oportunidade de uma eventual parceria».
Segundo fonte da indústria, na próxima semana deverá ser anunciada a criação conjunta entre o Grupo Isolux Wat e a Efacec de uma empresa para uma determinada área de negócio específica, o que pode, no entanto, não inviabilizar a constituição de uma empresa conjunta entre as duas “holdings”», acrescentou.
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A Efacec é controlada em 51% pelo Grupo Mello e pela Têxtil Manuel Gonçalves (TMG). O Grupo Mello, ao adquirir recentemente a posição da Sociedade de Participações Pinto Oliveira (SPPO), passou a controlar 25,5% do capital da empresa.
A Futop e a Electricidade de Portugal (EDP) detém cada uma 5% do capital da Efacec.
As acções da Efacec encerraram nos 7 euros (1.403 escudos), a perder 1,13%.
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Por Nuno Carregueiro, Bárbara Leite e Ricardo Domingos.
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