Há mais de mil milhões de euros em moratórias por causa da Kristin
A Kristin teve um forte impacto na zona centro do país. Arrancou telhados, danificou linhas de eletricidade e telecomunicações, mas também arrasou muitos negócios, levando famílias e empresas a socorrerem-se da moratória entretanto criada para aliviar o impacto da tempestade. No total, há mais de mil milhões de euros em moratórias de crédito.
No total, beneficiaram da moratórias de crédito, que permitiram suspender, durante 90 dias, o pagamento de capital e juros, com efeitos a partir de 28 de janeiro, 1.243 empresas e 5.613 particulares, em empréstimos que totalizaram 1.063,1 milhões de euros”, revela o Banco de Portugal, apresentando dados para o período entre 28 de janeiro e 28 de abril, quando a moratória terminou. Entretanto, a medida foi prolongada por mais 12 meses.
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Ainda que a grande maioria das moratórias tenha sido para famílias, as empresas, pelos valores dos financiamentos, são responsáveis por uma grande parte do montante global em moratória. “651,8 milhões de euros correspondiam a empréstimos concedidos a empresas e 411,3 milhões de euros a empréstimos concedidos a particulares”, diz o supervisor.
A medida abrangeu famílias em empresas de 90 concelhos, sobretudo das regiões Centro e Vale do Tejo. Focando nas empresas, o Banco de Portugal revela que Leiria, Marinha Grande, Coimbra, Pombal e Lisboa foram os “cinco concelhos com maior número de empresas abrangidas”, num total de “514 empresas com atividade nos concelhos afetados”.
“Por setor de atividade económica, destacaram-se as indústrias transformadoras, com 262,9 milhões de euros de crédito abrangido”, acrescenta o supervisor, salientando que “92,8% do montante em moratória correspondia a crédito de micro, pequenas e médias empresas. As grandes empresas representavam apenas 7,2%”.
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No caso dos particulares, “95,1% do montante em moratória correspondia a crédito à habitação”. “No conjunto dos municípios abrangidos, o crédito em moratória representou 1,5% do total de crédito à habitação elegível. A percentagem foi mais elevada na Marinha Grande (8,5%) e em Leiria (5,6%)”, remata a nota do Banco de Portugal específica para as moratórias da Kristin.
(Notícia atualizada às 11h45 com mais informação)
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