KLM irá operar menos 160 voos no próximo mês devido ao custo do combustível
A KLM irá operar, no próximo mês, menos 80 voos de ida e volta do aeroporto de Schipol, em Amesterdão, devido ao aumento dos custos de combustível, adiantou a companhia aérea, numa nota no seu 'site'.
A KLM realizou "vários ajustes ao seu calendário de voos para o próximo mês", destacou, apontando que esta decisão "diz respeito a um número limitado de voos dentro da Europa que, devido ao aumento dos custos do combustível, atualmente já não são financeiramente viáveis para operar".
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"A KLM operará menos 80 voos de ida e volta para Schiphol, o que representa menos de 1% dos seus voos europeus durante esse período", assegurou.
A companhia aérea garantiu ainda que "não há falta" de combustível.
A transportadora disse que "os passageiros afetados por estas alterações serão remarcados para o próximo voo disponível", apontando que "como estes são destinos que a KLM serve várias vezes por dia --- como Londres e Düsseldorf --- os viajantes podem geralmente ser acomodados rapidamente".
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A Europa tem "talvez mais seis semanas de combustível para aviões", afirmou hoje o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE) numa entrevista, alertando para possíveis cancelamentos de voos em breve se o abastecimento de petróleo continuar bloqueado.
Numa entrevista à Associated Press, o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, traçou um quadro preocupante das repercussões globais do que chamou "a maior crise energética que já se enfrentou", resultante do bloqueio do petróleo, gás e outros suprimentos vitais através do Estreito de Ormuz.
Fatih Birol disse ser possível que na Europa se ouça, em breve, a notícia de que alguns dos voos da cidade A para a cidade B poderão ser cancelados devido à falta de combustível para aviões.
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Por sua vez, o grupo Lufthansa anunciou hoje o encerramento da filial regional CityLine devido ao aumento dos custos do querosene (combustível derivado do petróleo), associado à guerra no Médio Oriente, e aos encargos adicionais decorrentes de conflitos laborais.
"Como primeiro passo com efeito imediato, a partir de depois de amanhã [sábado], os 27 aviões operacionais da Lufthansa CityLine serão definitivamente retirados do programa para reduzir as perdas desta companhia aérea deficitária", explicou o grupo num comunicado.
Estas aeronaves, do tipo Canadair CRJ, encontram-se já perto do fim da sua vida útil e os custos de manutenção são elevados, explicou a companhia, pelo que a suspensão das operações da filial já fazia parte da estratégia da Lufthansa, que agora decidiu antecipar esta medida.
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Além disso, assim que o verão terminar, serão eliminados da programação seis voos intercontinentais, pelo que os últimos quatro Airbus A340-600 e dois Boeing 747-400 sairão da frota em outubro.
O terceiro passo será a eliminação do programa de inverno de várias rotas de curta e média distância, o que permitirá retirar mais cinco aeronaves da marca Lufthansa.
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