Lucros da Sonae aumentam para 47 milhões com vendas recorde até março

Com um aumento homólogo das receitas de 8%, o negócio de retalho alimentar da MC, que vale 78% da faturação do grupo, continua a ser o principal motor de crescimento do conglomerado liderado por Cláudia Azevedo, cujo resultado líquido consolidado aumentou 11%.
Cláudia Azevedo, CEO da Sonae.
Vítor Garces / Medialivre
Rui Neves 17:38

“A Sonae iniciou 2026 com mais um forte trimestre, apresentando resultados sólidos e reforçando a resiliência e a qualidade das suas empresas. Em todos os nossos negócios, continuámos a combinar crescimento, disciplina operacional e execução estratégica, fortalecendo ainda mais as nossas posições de mercado e a capacidade de criação de valor de longo prazo”, afirma a CEO da Sonae na abertura da mensagem que acompanha a apresentação de contas do grupo relativas aos primeiros três meses deste ano.

O grupo nortenho obteve um resultado atribuível aos acionistas de 47 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 11% do que em igual período do ano passado, “com crescimento dos negócios nacionais e internacionais, ganhos de eficiência e solidez financeira”, explica a Sonae, esta quarta-feira, 20 de maio, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

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A faturação cresceu 7,1% para 2,7 mil milhões de euros no primeiro trimestre, com “contributos sólidos de todas as operações de retalho, impulsionados por um crescimento robusto das vendas LfL [vendas comparáveis] e pela expansão da rede de lojas, mais do que compensando o impacto da alienação da MO e da Zippy no terceiro trimestre do ano passado”, realça a Sonae.

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A faturação cresceu 7,1% para 2,7 mil milhões de euros no primeiro trimestre.

O retalho alimentar e de saúde e beleza apresentou um forte desempenho, com vendas de 2,1 mil milhões de euros, mais 8,7% do que há um ano, com o negócio do retalho alimentar da MC a crescer 8% para 1,7 mil milhões de euros, o que significa que o Continente representou 78% do volume de negócios do grupo nos primeiros três meses do exercício em curso.

Em termos financeiros, destaque para o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), que cresceu 34 milhões para 284 milhões de euros, com a margem a melhor de 9,8% para 10,4%, suportada pelo forte desempenho do EBITDA subjacente, que aumentou de 218 milhões para 255 milhões de euros, com contributos positivos de todas as empresas de retalho, nomeadamente a MC (mais 27 milhões), a Worten (mais seis milhões) e a Musti (mais dois milhões).

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“A robusta geração de fluxos de caixa permitiu progredir no percurso de desalavancagem do grupo”, enfatiza Cláudia Azevedo, dando conta que a dívida líquida consolidada “continuou a diminuir, em 163 milhões para 1,7 mil milhões de euros em termos homólogos”.

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No retalho de eletrónica, as vendas da Worten chegaram aos 352 milhões de euros, mais 8,9% do que há um ano, enquanto nas telecomunicações a Nos faturou apenas mais 1,9% para 460 milhões de euros.

No retalho de produtos e cuidados para animais de estimação, as vendas líquidas da Musti aumentaram 16% para 139 milhões de euros.

De realçar, ainda, que o resultado líquido da Sierra baixou, em termos homólogos, nove milhões para 20 milhões de euros.

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Nota final para o comentário de Cláudia Azevedo relativamente à performance da ação Sonae na bolsa, considerando que, “nos mercados de capitais, a cotação da Sonae manteve uma trajetória positiva, resultando num desconto implícito face ao NAV [valor líquido dos ativos] de 33% no final do trimestre”.

Apesar de representar “uma redução significativa de 5 pontos percentuais nos últimos três meses e de 23 nos últimos doze meses”, a CEO do grupo diz que mantém “a confiança” na capacidade da Sonae de “continuar a reduzir este diferencial, demonstrando consistentemente a força dos nossos motores de criação de valor de longo prazo, trimestre após trimestre”, promete.

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Apesar de um contexto externo que permanece incerto, estamos confiantes na força dos nossos negócios. Cláudia Azevedo
CEO da Sonae

O NAV reportado, “com base em referências de mercado”, aumentou para 5,5 mil milhões de euros, mais 20% em termos homólogos e 9% face ao trimestre anterior.

“Continuaremos focados na execução da nossa estratégia com ambição e disciplina. Apesar de um contexto externo que permanece incerto, estamos confiantes na força dos nossos negócios, na qualidade das nossas equipas e parceiros de negócio e na nossa capacidade de continuar a criar valor sustentável para todos os ‘stakeholders’”, remata Cláudia Azevedo.

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(Notícia atualizada às 18:12)

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