Europa pintada de verde com negociações EUA-Irão na "fase final"
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.
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Europa pintada de verde com negociações EUA-Irão na "fase final"
As bolsas europeias terminaram a sessão desta quarta-feira com valorizações em todas as praças do bloco, com os investidores otimistas de que a guerra entre os EUA e Israel contra o Irão chegue em breve ao fim, depois de Donald Trump ter afirmado que as negociações estão na "fase final".
No entanto, é um otimismo frágil, isto porque o Presidente dos EUA admitiu retomar os ataques caso Teerão não aceite os termos do acordo impostos pela Casa Branca. O Irão respondeu, dizendo que poderá atacar "para além" do Médio Oriente.
Para já, as esperanças mantém-se, sobretudo em relação ao estreito de Ormuz, que os investidores anseiam que regresse ao fluxo normal de travessia.
O índice de referência para a Europa, o Stoxx 600, salta 1,46% para 620,29 pontos, à boleia da subida dos setores da tecnologia, viagens e recursos básicos, que registaram aumentos de quase 3% cada. Mas foi o setor de defesa e aeroespacial que mais valorizou, em 3,2%. O setor de petróleo e gás terminou a sessão inalterado.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avançou 1,38%, o neerlandês AEX somou 1,46% e o britânico FTSE 100 registou ganhos de 1%. Já o italiano FTSEMIB saltou 1,71%, o francês CAC-40 valorizou 1,7% e o espanhol IBEX subiu 1,46%.
No que diz respeito às ações individuais, a ASML valorizou 6,73% depois de os analistas do UBS terem revisto em alta o seu preço-alvo.
A Euronext saltou 5,2% depois de ter divulgado resultados sólidos no primeiro trimestre, impulsionados por melhores receitas e um desempenho robusto na sua divisão de mercados de ações.
Os lucros europeus cresceram 7,5% nos primeiros três meses do ano, com base nas empresas que divulgaram resultados até agora, superando as estimativas de 2,5%, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence.
Juros da dívida da Zona Euro com alívios significativos após "sell-off"
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram alívios significativos em toda a linha, numa sessão marcada por uma grande compra de obrigações por parte dos investidores, depois do "sell-off" mundial que decorre na sessão anterior.
Esta quarta-feira, Donald Trump reassegurou os investidores de que a guerra estará a chegar ao fim, com as negociações entre EUA e Irão "na fase final", levando a que os títulos alemães e britânicos registassem a maior subida desde que os EUA e o Irão anunciaram um cessar-fogo a 8 de abril.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, desceram 11,2 pontos-base para 3,716%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade caiu 11,2 pontos para 3,716%. Já os juros da dívida italiana registaram a maior queda da Zona Euro, ao descerem 13,6 pontos para 3,826%.
Pela Península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa a dez anos mergulharam 10,2 pontos-base para 3,457%, enquanto os da espanhola na maturidade de referência perderam 10,6 pontos para 3,517%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas desceram 14,1 pontos-base para 4,987%, enquanto os das "Tresuries" norte-americanas na maturidade de referência tombam 8,5 pontos para 4,582%.
Dólar desvaloriza com negociações "na fase final", diz Trump
O dólar norte-americano está a perder terreno em relação às restantes moedas, em reação dos investidores ao facto de Donald Trump ter afirmado que as negociações com o Irão estão na "fase final". Ao mesmo tempo, garante que se Teerão não aceitar os termos americanos para um acordo, irá retomar os ataques. O Irão tinha dito antes que poderia retaliar "para além" do Médio Oriente.
Neste contexto, o euro sobe 0,22% para 1,1631 dólares e, face à divisa nipónica, a "nota verde" perde 0,23% para 158,71 ienes. Já a libra ganha 0,46% para 1,3456 dólares. O índice do dólar da DXY cede 0,25% para 99,07 pontos.
O dólar está também a perder impulso à medida que o petróleo desvaloriza e os juros da dívida americana recua de máximos de 2007, ontem atingidos.
O mercado está ainda à espera da ata da última reunião da Reserva Federal, divulgada esta quarta-feira ao final do dia, para confirmar as expectativas de uma subida das taxas de juro ainda este ano.
Os dados revelaram que a inflação no Reino Unido caiu para o nível mais baixo em mais de um ano, levando os investidores a apostarem em menos subidas das taxas de juro por parte do Banco de Inglaterra, apesar de os economistas preverem que as pressões sobre os preços regressem.
Ouro sobe 1% com subida das expectativas de fim da guerra
O ouro está a ganhar terreno nos mercados internacionais, enquanto aumentam as esperanças entre os investidores de que o conflito no Irão poderá chegar ao fim em breve, depois das palavras de Donald Trump, que afirmou que o Irão estará a querer "muito" assinar um acordo.
Os desenvolvimentos estão a pressionar os preços do petróleo, que estão a descer nos mercados internacionais, bem como os juros da dívida norte-americana, que ontem atingiu valores que não eram vistos desde 2007.
O metal amarelo sobe 1,03% para 4.528,59 dólares por onça, enquanto a prata salta mais de 3% para 76 dólares por onça, num movimento mais generalizado de aversão ao risco.
No entanto, o otimismo do mercado é frágil. Ao mesmo tempo que diz que um acordo de paz poderá estar para breve, o Presidente dos EUA ameaçou retomar os ataques contra o Irão se este não aceitar os termos de paz definidos pela Casa Branca. Caso aconteça, o Irão promete retaliar "para além do Médio Oriente".
"O atual panorama destaca uma distinção cada vez mais importante entre aquilo em que os operadores se concentram no curto prazo e aquilo que os investidores continuam a acompanhar no longo prazo", afirmou Ole Hansen, diretor de estratégia de matérias-primas do Saxo Bank AS, numa nota citada pela Bloomberg.
O mercado estará atento à ata da reunião de abril do Comité Federal do Mercado Aberto (FMOC, na sigla em inglês) da Reserva Federal, que será divulgada esta quarta-feira.
Brent afunda com navios a conseguirem passar Ormuz. Trump diz que Irão quer negociar rapidamente
Os preços do petróleo estão a descer nos mercados internacionais pela segunda sessão consecutiva, numa altura em que o mercado analisa os desenvolvimentos sobre o conflito no Irão.
As forças iranianas acabam de afirmar que iriam atacar "para além do Médio Oriente" se os norte-americanos ou os israelitas atacassem novamente o país, isto depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado retomar a ofensiva se Teerão recusar os termos de paz dos EUA. Ao mesmo tempo que avalia retomar os ataques, Trump afirmou, na noite de terça-feira, que a guerra vai terminar "muito rapidamente", e que o Irão deseja "muito chegar a um acordo".
O West Texas Intermediate (WTI), que serve de referência para os EUA, cai 4,95% para 98,99 dólares por barril, enquanto o Brent, referência para a Europa, tomba 5,24% para 105,44 dólares por barril.
Alguns navios parecem estar a conseguir atravessar o estreito de Ormuz, enquanto o tráfego por esta via marítima - por onde passa 20% do petróleo consumido a nível mundial - estará num período de acalmia relativa. É um cenário que traz alguma esperança aos investidores. O Irão disse que 26 navios já atravessaram o canal nas últimas 24 horas.
"Ainda há alguma expectativa de que as coisas possam melhorar", disse Giovanni Staunovo, analista de commodities do UBS Group AG, à Bloomberg. "Além disso, o facto de mais alguns petroleiros terem conseguido atravessar o estreito durante a noite é provavelmente visto como negativo para os preços do petróleo", acrescentou.
A queda dos preços do "ouro negro" acontece à medida que a onda de vendas nos mercados obrigacionistas abrandava. Os dois mercados têm estado ligados nas últimas semanas, visto que crescem as preocupações de que a manutenção de preços elevados conduzam a um período de inflação mais alta.
Wall Street sem rumo à espera da Nvidia e de desenvolvimentos no Irão
Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta quarta-feira divididos entre ganhos e perdas, num dia em que o "sell-off" no mercado da dívida está a aliviar e os investidores estão de atenções centradas nos resultados da gigante tecnológica Nvidia - a empresa mais valiosa do mundo e considerada um "farol" para as ações de inteligência artificial (IA).
A esta hora, o S&P 500 acelera 0,26% para 7.372,94 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite cede 0,24% para 26.028,26 pontos e o industrial Dow Jones desvaloriza 0,12% para 49.292,15 pontos. O "benchmark" norte-americano encaminha-se para quebrar uma série de três sessões consecutivas no vermelho, depois de ter sido pressionado nos últimos dias pela falta de avanços nas negociações de paz entre EUA e Irão e pelos receios de uma escalada inflacionista.
O "rally" das ações de IA também tem vindo a perder gás esta semana, mas os investidores podem encontrar um novo catalisador esta quarta-feira nos resultados da Nvidia. Espera-se que as vendas da fabricante de semicondutores tenham acelerado 80% no primeiro trimestre do ano, mas o foco deverá estar no aumento da produção e na forma como a tecnológica está a enfrentar a concorrência.
"A recuperação do setor dos semicondutores estagnou, mas na verdade está apenas numa fase de espera até à divulgação dos resultados da Nvidia", explica Joachim Klement, diretor de estratégia da Panmure Liberum, à Bloomberg. "A Nvidia pode, por enquanto, manter a sua dinâmica de superar as expectativas e rever em alta as previsões, o que reacenderá a recuperação no setor dos semicondutores", antecipa.
Entre as principais movimentações de mercado, a Target afunda 5,67% para 120,03 dólares, apesar de até ter conseguido bater as expectativas dos analistas em termos de lucros e vendas. O resultado líquido por ação atingiu os 1,71 dólares, quando o mercado esperava apenas 1,46 dólares, enquanto as receitas ascenderam até aos 25,44 mil milhões - contra expectativas de 24,64 mil milhões.
Europa dividida entre Médio Oriente e resultados trimestrais. Euronext pula 5%
Os principais índices europeus negoceiam entre ganhos e perdas, depois de duas sessões de ganhos impulsionadas por resultados trimestrais das cotadas, à medida que os investidores avaliam os últimos desenvolvimentos na guerra no Médio Oriente e o impacto do aumento dos preços da energia na inflação.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – soma 0,02%, para os 611,48 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX cede 0,03%, o italiano FTSEMIB ganha 0,10%, o francês CAC-40 soma 0,32%, o espanhol IBEX valoriza 0,19%, ao passo que o neerlandês AEX sobe 0,40%, num dia em que o britânico FTSE 100 desliza 0,28%.
O conflito no Médio Oriente continua no centro das atenções, com o Presidente chinês, Xi Jinping, a intensificar os apelos para pôr fim à guerra no Irão, enquanto recebe o seu homólogo russo, Vladimir Putin, em Pequim.
“As negociações entre os EUA e o Irão parecem estar num impasse neste momento”, disse à Bloomberg Joachim Klement, da Panmure Liberum. “Nunca podemos excluir uma escalada repentina, uma vez que Donald Trump se mostra impaciente com a falta de progressos”, alertou o especialista.
Entre os setores, o tecnológico (+0,88%), o dos recursos naturais (+0,94%) e o do petróleo e gás (+0,77%) somam as maiores valorizações. Já o dos media (-2%), o do retalho (-0,87%) e o alimentar (-0,76%) registam as perdas mais expressivas.
Entre a época de resultados, os lucros das cotadas da região cresceram 7,5% no primeiro trimestre, com base nas empresas que divulgaram resultados até ao momento, superando as estimativas de 2,5%, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence.
No que diz respeito aos movimentos do mercado, a Euronext – gestora de bolsas como a de Lisboa – pula mais de 5% depois de ter divulgado resultados sólidos no primeiro trimestre, impulsionados por melhores receitas e um desempenho robusto na sua divisão de mercados de ações.
Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro negoceiam com alívios em toda a linha, num dia em que se registam quedas dos preços do crude nos mercados internacionais.
Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviam 3,1 pontos-base, para 3,528%. Em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade recua 3,5 pontos-base, neste caso para os 3,589%.
Já os juros da dívida soberana italiana cedem 5,2 pontos, para 3,909%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa alivia 4,3 pontos, para 3,785%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, recuam 2,9 pontos, para os 3,161%.
Já fora da Zona Euro, os juros das “gilts” britânicas, também a dez anos, aliviam 8,8 pontos-base, para os 5,039%.
Dólar negoceia perto de máximos de seis semanas. "Traders" aguardam divulgação de atas da Fed
O dólar está a registar valorizações nesta manhã, mantendo-se perto de máximos de seis semanas, à medida que os investidores pesam a possibilidade de taxas de juro mais elevadas para combater a inflação causada pela guerra no Irão.
Neste contexto, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – soma 0,03% para os 99,361 pontos. O índice subiu mais de 1% em maio devido à maior procura pela “nota verde” enquanto ativo refúgio e aos mercados a precificarem as hipóteses de a Reserva Federal aumentar as taxas de juro até ao final do ano.
A incerteza sobre quando a guerra no Médio Oriente poderá terminar continua a pesar sobre o sentimento dos “traders”, sendo que os juros das “Treasuries” norte-americanas com maturidade a 30 anos atingiram na sessão de ontem máximos de 2007.
Os "traders" estão agora a prever uma probabilidade superior a 50% de um aumento das taxas diretoras da Reserva Federal em dezembro, segundo o CME FedWatch. A atenção dos investidores centrar-se-á agora na ata da última reunião da Fed, a ser divulgada ainda hoje.
Noutros pares de câmbio, a “nota verde” cede 0,03% para os 159,020 ienes. Isto depois de no arranque da sessão, a subida do dólar ter empurrado o iene de volta para perto do nível de 160 ienes por dólar, valor que levou autoridades japonesas a lançarem no mês passado a sua primeira intervenção no mercado cambial em quase dois anos.
Por cá, o euro regista uma descida de 0,09% para 1,159 dólares, depois de ter atingido o nível mais baixo desde 8 de abril na sessão anterior, enquanto a libra cai 0,03% para 1,339 dólares.
Ouro perde terreno e negoceia perto de mínimos de mês e meio com dólar mais forte
O ouro está a negociar com desvalorizações nesta manhã já depois de ter atingido o valor mais baixo em cerca de um mês e meio, com o metal amarelo a ser pressionado por um dólar mais forte e pela subida dos juros das “Treasuries” norte-americanas.
A esta hora, o ouro perde 0,11% para os 4.477,820 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso ganha 1,89% para os 75,131 dólares por onça.
O dólar manteve-se perto de máximo de seis semanas, tornando o ouro, cujo preço é cotado em dólares, mais caro para os detentores de outras divisas, pressionando assim a procura pela “commodity”.
Os sinais dos EUA em relação ao Irão continuaram a acrescentar incerteza aos mercados, com o Presidente Donald Trump a alertar que Washington ainda poderá ter de voltar a atacar Teerão, enquanto o vice-presidente norte-americano, J.D Vance, afirmou que ambas as partes estavam a fazer progressos nas negociações e não queriam um regresso ao conflito.
Entretanto, no que toca à política monetária, a presidente do Banco da Reserva Federal de Filadélfia, Anna Paulson, referiu que o atual nível das taxas de juro é adequado neste momento, exercendo pressão descendente sobre a inflação numa altura em que as pressões sobre os preços permanecem elevadas.
No entanto, afirmou que era “saudável” que os investidores tivessem começado a considerar cenários em que as taxas poderão ter de subir. Os "traders" aguardam agora pela divulgação da ata da reunião de política monetária da Fed de abril, prevista para o final do dia, para avaliar as perspetivas da política monetária do banco central dos EUA.
Petróleo cede com olhos no Médio Oriente. Citi vê crude nos 120 dólares por barril a curto prazo
Os preços do petróleo estão a negociar com desvalorizações nesta manhã, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado novamente que a guerra com o Irão terminará “muito rapidamente”, embora os investidores continuem cautelosos quanto ao desfecho das negociações de paz entre Washington e Teerão, num contexto de perturbações contínuas no abastecimento do Médio Oriente.
Nesta medida, o Brent – de referência para a Europa –, recua 0,98% para os 110,19 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cai 0,82% para os 107,77 dólares por barril. Na sessão anterior, os contratos de futuros recuaram ambos cerca de um dólar.
Também o facto de o vice-presidente dos EUA, JD Vance, ter afirmado que tinham feito progressos nas negociações com o Irão, não querendo nenhuma das partes ver uma retoma das ações militares, pressiona os preços do crude.
No que toca a previsões, o Citi afirmou na terça-feira que espera que o petróleo Brent suba para 120 dólares por barril no curto prazo, já que os mercados petrolíferos estão a subestimar o risco de uma interrupção prolongada do abastecimento.
Nos EUA, espera-se que as reservas de petróleo bruto tenham caído pela quinta semana consecutiva na semana passada, sendo os dados finais dos “stocks” de crude norte-americanos conhecidos esta tarde.
Ásia termina sessão em baixa com mercado de dívida a pressionar investidores. SoftBank cai 6%
Os principais índices asiáticos fecharam a sessão desta quarta-feira com perdas em toda a linha e caminham agora para a mais longa série de quedas em mais de dois meses, à medida que as crescentes preocupações com a inflação impulsionam os juros das obrigações das dívidas soberanas um pouco por toda a parte.
Neste contexto, o índice regional MSCI Ásia-Pacífico cedeu cerca de 1%, enquanto os futuros do norte-americano S&P 500 negoceiam sem grandes alterações e os do Euro Stoxx 50 perdem 0,60%.
Por Taiwan, o TWSE perdeu 0,39%, pressionado pela fabricante de chips Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), que desvalorizou quase 1% na sessão, acompanhando a queda das tecnológicas registada na sessão de ontem em Wall Street. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong caiu 0,73%, enquanto o Shanghai Composite desvalorizou 0,17%. Na Coreia do Sul, o Kospi deslizou 0,79%. Já quanto ao Japão, o Nikkei recuou 1,06% e o Topix cedeu 1,40%.
O petróleo Brent manteve-se em torno dos 111 dólares por barril, sem sinais de abrandamento no conflito com o Irão.
“O recente aumento das taxas de rendibilidade é uma tendência negativa impulsionada por preocupações com a inflação decorrentes das tensões no Médio Oriente”, disse à Bloomberg Kazunori Tatebe, da Daiwa Asset Management em Tóquio.
"A subida das taxas de juro está a tornar-se um obstáculo bastante significativo", afirmou, por sua vez, Hiroshi Namioka, estratega-chefe da T&D Asset Management à agência de notícias financeiras. "Por isso, os setores que anteriormente tinham sido alvo de compras devido às expectativas de crescimento dos lucros estão relativamente vulneráveis à pressão", resumiu o especialista.
Entre os movimentos em destaque, a tecnológica japonesa SoftBank Group tombou mais de 6%.
As ações globais recuaram dos máximos históricos atingidos recentemente depois de os investidores terem passado semanas a ignorar as preocupações com a guerra no Médio Oriente, otimistas de que os gastos com inteligência artificial continuariam a impulsionar o crescimento dos lucros das empresas.
No plano geopolítico, o Presidente Donald Trump ameaçou retomar os ataques contra o Irão nos próximos dias, como parte da pressão para se chegar a um acordo que ponha fim à guerra. Entretanto, a NATO está a discutir a possibilidade de ajudar navios a passar pelo estreito de Ormuz, caso a via marítima não seja reaberta até ao início de julho.
E pela Ásia, o líder chinês Xi Jinping recebeu o Presidente russo, Vladimir Putin, em Pequim na quarta-feira para conversações com o objetivo de reforçar as relações bilaterais e avançar num projeto energético há muito paralisado.
A atenção dos investidores volta-se agora para os resultados da Nvidia nesta quarta-feira. Estima-se que as vendas da empresa mais valiosa do mundo tenham crescido 80% no período — o ritmo mais rápido em mais de um ano.
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