Lucros da Sonaecom crescem 57% para 21,5 milhões de euros

O EBITDA da empresa do universo Sonae manteve-se estável nos 16,9 milhões de euros. Operadora liderada por Miguel Almeida deu gás às contas do primeiro trimestre.
Subida do lucro da Nos deu fôlego aos lucros da Sonaecom.
Inês Pinto Miguel 18:15

A Sonaecom registou um resultado líquido de 21,5 milhões de euros nos primeiros três meses de 2026, um aumento de 57,4% em relação ao período homólogo. A empresa do universo Sonae adianta que a Nos deu o maior contributo para o aumento do lucro, especialmente depois de estes terem recuado mais de 46% entre janeiro e março de 2025.

O resultado operacional (EBITDA) manteve-se estável em 16,9 milhões de euros, ainda que tenha refletido "uma menor contribuição operacional subjacente, compensada pelo desempenho positivo dos investimentos contabilizados pelo método de equivalência patrimonial".

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Estas contribuições, justifica a empresa, "aumentaram para 20 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, face a 19,8 milhões de euros no primeiro trimestre de 2025, refletindo sobretudo a evolução positiva do até março.

O volume de negócios consolidado da Sonaecom atingiu os 3,9 milhões de euros, uma subida homóloga ligeira de 0,7%.

O valor patrimonial do portefólio ativo da Bright Pixel, veículo de investimento do grupo Sonae, ascendeu a 321 milhões de euros. No primeiro trimestre do ano, a Bright Pixel "registou uma alocação líquida de capital de 1,5 milhões de euros, refletindo novos investimentos parcialmente compensados por proveitos de um anterior desinvestimento do portefólio". 

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A evolução do capital investido no portefólio, que desceu para 242 milhões de euros, "refletiu novos investimentos realizados durante o trimestre, bem como a reclassificação de um investimento para portefólio inativo na sequência da sua entrada em liquidação". "A Bright Pixel manteve a sua estratégia de investimento durante o trimestre, continuando a avaliar um pipeline diversificado de potenciais oportunidades de investimento, ao mesmo tempo que permaneceu disciplinada na alocação de capital e aplicou uma abordagem cada vez mais seletiva e rigorosa na avaliação de novos alvos de investimento", justifica a Sonaecom. 

Detentora do jornal Público, a Sonaecom não detalha números, mas adianta que "o crescimento das receitas de subscrição e publicidade suportou um ligeiro aumento homólogo das receitas". Foi este desempenho, "combinado com a contínua disciplina de custos e a crescente contribuição das receitas recorrentes de subscrição, resultou numa melhoria da rentabilidade face ao primeiro trimestre de 2025".

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