Motor de busca da Google identifica "maus negócios"

Vendedor "online" tratava mal os clientes para ter um volume de comentários elevado e aparecer no topo das listas quando alguém pesquisava por empresas do seu ramo no motor de busca da Google.
Carla Pedro 02 de Dezembro de 2010 às 18:13

A tecnológica decidiu avançar com esta medida na sequência de um artigo publicado no “The New York Times” que detalhava as tácticas de uma empresa “online” de venda de óculos, a DecorMyEyes.com.

O dono da empresa, Vitaly Borker, explicou ao jornal norte-americano que tratava propositadamente mal alguns dos seus clientes porque as queixas que eram colocadas “online” ajudavam a que aparecesse em lugares cimeiros na listagem das empresas pesquisadas através do motor de busca da Google.

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No fundo, contou Borker ao jornal, o motor de busca da Google não conseguia distinguir entre as opiniões positivas e negativas que eram colocadas na Internet. Assim, quanto mais queixas ele tivesse, maior probabilidade havia de de ter mais clientes, uma vez que a sua loja “online” aparecia em lugares de topo nas pesquisas.

“Explorei esta oportunidade porque funciona. Não importa que publiquem opiniões negativas, pois isso ajuda-me a recuperar o meu investimento. Por isso, decidi: por que não usar essas avaliações negativas em meu proveito?”, contou Borker ao jornal, numa história publicada no domingo e que é hoje também citada pela revista “PC World”.

Apesar de a DecorMyEyes ter recebido centenas de queixas de consumidores – incluindo alegações de assédio pessoal e intimidação por parte de Borker – a loja conseguiu estar durante anos nas posições de topo das pesquisas feitas na Google quando alguém procurava material oftalmológico.

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O artigo do “The New York Times” enervou a Google, conta a revista, que se apressou a tentar solucionar este problema.

Agora, a Google publicou um “post” no seu blog, intitulado “Being bad to your customers is bad for your business” [Ser mau para os seus clientes é mau para o seu negócio], onde diz ter revisto o algoritmo que usava, de forma a poder identificar Vitaly Borker e “centenas de outros vendedores que, na nossa opinião, nos deixam com uma experiência de utilizador extremamente má”, refere o “The New York Times”.

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