Pedro Reis: "Investimento externo é bem visto"
"Ajudar as empresas a ganhar escala". Esta é a missão para o mandato do novo ministro da Economia, como revelou Pedro Reis (na foto) na 3º edição do Growth Forum da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa que está a decorrer esta terça-feira na na NOVA SBE Carcavelos. "No país dos diagnósticos, este é o momento da excução. É assim que vejo o nosso mandato", reforçou.
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Um objetivo que Pedro Reis não tem dúvidas que só se consegue "com foco na execução e ouvindo as empresas". A função do Executo é "ajudar a mudar o jogo" para um "ciclo mais acelerado e sustentado". "Vejo o ministério da Economia como o ministério das empresas e para as empresas", acrescentou.
O governante, e antigo presidente da AICEP, sublinhou ainda que ao ajudar as empresas a gerar riqueza, "estamos a construir um crescimento equilibrado e socialmente justo. É cuidar de quem mais precisa e assegurar o nosso futuro". Para alcançar esta meta, o investimento estrangeiro é bem vindo: Não conheço outro modelo de desenvolvimento e crescimento que não passe por cuidar da saúde das nossas empresas e pela a atração de investimento. Num país que o desafio é a escala, o investimento externo é sempre bem visto".
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Tendo em conta as mudanças das peças no mapa geoestratégico do investimento, no seguimento do mundo pós-pandemia e das tensões geopolíticas, Pedro Reis avisa que "há uma abertura para a reposição das peças". E neste jogo de xadrez, em que a segurança e os recursos estratégicos se tornaram das jogadas mais importantes, Portugal tem todas as condições para fazer xeque-mate.
Face à dimensão dos projetos nacionais, para conquistar esta escala o caminho terá de ser feito pela "inteligência estratégica de funcionar em rede". E, sobretudo, "é preciso foco".
Pedro Reis admite que para atingir este objetivo o Estado também "tem de criar condições de investimento para as empresas". E neste campo relembra que os fundos europeus no âmbito do PRR e do Portugal 2030. "Se soubermos aproveitar bem, está aqui uma da chaves da industrialização. Vai haver uma realocação massiva do investimento", concluiu.
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