Pires de Lima reconhece atraso na renegociação das PPP ferroviárias
O ministro da Economia, António Pires de Lima, admitiu esta quarta-feira, 15 de Julho, na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas que o governo não deu a mesma prioridade à renegociação das PPP ferroviárias que deu às parcerias rodoviárias.
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O ministro comentava a auditoria feita pelo Tribunal de Contas às PPP ferroviárias, onde acusou o Estado de inércia nestas negociações. "O que o TdC diz sobre as renegociações das PPP ferroviárias, que foram construídas pelos governos socialistas anteriores, é que devíamos ter recursos para o mais rapidamente possível concluirmos o processo", afirmou António Pires de Lima, reconhecendo que estas PPP "precisam de ser racionalizadas do ponto de vista de custo". No entanto, "não demos a prioridade que demos as PPP rodoviárias".
Confrontado pelo deputado comunista Bruno Dias com a coincidência do pedido de reequilíbrio financeiro apresentado pela Fertagus (comboio da ponte 25 de Abril), do grupo Barraqueiro, com a entrada na TAP do líder do grupo, Humberto Pedrosa, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, frisou que "só por muita malícia se pode invocar um evento de 2012 com a privatização de 2015".
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Sérgio Monteiro disse que ainda não houve qualquer decisão relativamente ao pedido de reequilíbrio financeiro da Fertagus relativamente à responsabilidade pelo pagamento da taxa de utilização da infra-estrutura ferroviária de mais de um milhão de euros por ano.
"Em minha opinião não é relevante haver uma decisão em relação a isso", afirmou o secretário de Estado, lamentando a ligação feita por Bruno Dias entre "um evento que ocorreu há anos atrás com o processo de privatização de 2015".
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(Notícia actualizada às 16h50)
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