Santander abre portas em favela brasileira
O Santander é a terceira maior entidade financeira do Brasil – depois do Itaú e do Bradesco – e quer continuar a crescer rapidamente, para aproveitar o desenvolvimento daquele país, onde 46 milhões de brasileiros passaram da classe baixa para a classe média nos últimos sete anos, sublinha a mesma fonte.
A ideia da filial brasileira do Santander é crescer 15% em receitas e lucros nos próximos anos, com a abertura de 120 novas sucursais por ano, refere o “El Mundo”. No Brasil, o banco conta com 3.700 dependências e 52.000 trabalhadores.
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Além de instalar a sucursal no complexo do alemão (populado por 140.000 pessoas) – pacificado através de uma ocupação militar – o Santander pôs em marcha um programa de mecenato para contribuir para o desenvolvimento educativo da favela, diz o mesmo jornal.
Microcrédito
Com a aproximação às classes mais desfavorecidas, o Santander pretende também ajudar na abertura de lojas na favela, algo inexistente até agora, já que todas as transacções comerciais eram controladas pelos narcotraficantes, sublinha o “Expansión”.
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A sucursal do banco nesta favela conta já com dois mil clientes e disponibiliza os serviços bancários habituais, adaptados à extrema pobreza do bairro. Um dos seus produtos-estrela é o dos microcréditos concedidos a empreendedores. Em média, o microcrédito concedido é de mil reais, o que equivale a 400 euros.
Cor do logotipo em cheque
O Santander foi também notícia hoje por outras razões. Na Alemanha, poderá ter de mudar a cor vermelha do seu logotipo, depois de perder um processo que o opunha às Sparkassen (caixas-poupança).
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Se bem que os tribunais não tenham dado ainda a última palavra, a federação das Sparkassen exige ao Santander que modifique antes de 16 de Dezembro todos os seus rótulos comerciais das 350 sucursais que o Santander Consumer Bank tem no mercado alemão. As “cajás” alemãs denunciaram o banco por considerarem que a cor vermelha do seu logotipo se “confunde” com o vermelho dessas entidades alemãs.
Compras no RBS aprovadas
Recorde-se que, também hoje, a Comissão Europeia aprovou a compra de determinados activos da banca comercial e de retalho do Royal Bank of Scotland (RBS) no Reino Unido por parte do Santander.
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O Santander foi um dos bancos “poupados” ontem à razia da agência de “rating” Standard & Poor’s, que ao divulgar uma revisão dos critérios de avaliação do sistema bancário, anunciou o corte da classificação de grandes instituições financeiras. O Santander Totta foi um dos que viu o seu “rating” ser mantido, à semelhança da casa-mãe em Espanha.
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