Paragrafino Pescada, o pequenito triângulo e a guerra da “linha arbórea”
Não é segredo que Portugal se entusiasma com segredos de Polichinelo e se desunha por uma suculenta traição. Esta crónica aborda isso e ainda uma guerra que envolve o presidente Isaltino. É ler, senhores e senhoras, meninos e meninas.
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Por estes dias tenho-me sentido um extraterrestre. Ou seja, ando por aqui, mas não sei o que se passa por cá. O meu amigo Armando, atento como é seu apanágio, confrontou-me com a minha ignorância ao lançar a pergunta: - Então, Paragrafino, já sabes do último escândalo? E eu: - Da Livermore? E ele: - Epá, em que terra andas tu? E eu: - Ando por aqui. E ele: - Nem parece, Paragrafino. Anda para aí uma polémica que mete um triângulo amoroso e tu népias! Desde que se soube do íman escondido nas profundezas das Bermudas, tudo o que mete um triângulo, além de ser pontiagudo, proporciona uma opípara controvérsia. E eu: - Ups, desculpa, Armando, vou redimir-me e encetar uma pesquisa aprofundada sobre o assunto que me reportas de forma a proporcionar aos leitores um conhecimento satisfatório do mesmo. E ele: - Deixa-te de cocós e faz-te à vida, porque há coisas mais importantes do que a guerra no Irão, a gravidez da Bárbara Norton de Matos, o enigma que envolve o namorado de Cláudio Ramos ou saber qual a tendência de sapatos mais desejada para esta primavera, e essas coisas realmente telúricas que acontecem na Casa dos Segredos. E eu: - Estou já a ir.