Volume de negócios das empresas cresceu 4,9% em 2023
Portugal contava, no final de 2023, com mais de 1,5 milhões de empresas que no seu conjunto apresentaram um crescimento de 4,9% no volume de negócios, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). As vendas continuaram a subir, mas a um ritmo muito menor do que o registado no ano anterior.
"Em 2023, as empresas em Portugal registaram um crescimento nominal do volume de negócios, do valor acrescentado bruto (VAB) e do excedente bruto de exploração (EBE), com 4,9%, 13,8% e 14,1%", respetivamente, contra aumentos de 22,5%, 19,9% e 26,1% em 2022.
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Segundo o INE, o "setor dos Serviços financeiros foi o que mais contribuiu para o crescimento do volume de negócios entre 2022 e 2023 (1,9 p.p.), seguido do Comércio (1,5 p.p.)". No que se refere ao VAB, "a Indústria e energia e os Outros serviços evidenciaram os maiores contributos (3,0 p.p. e 2,5 p.p., respetivamente), enquanto no EBE foram os setores da Indústria e energia e os Serviços financeiros que mais contribuíram o para o crescimento observado (4,4 p.p. e 3,5 p.p.)".
PME aceleram volume de negócio
O INE salienta que as 512.751 sociedades não financeiras registadas em Portugal apresentaram crescimentos 3,0% no volume de negócios, 13,6% no VAB e 13,0% no EBE. As grandes empresas destacaram-se na maioria dos indicadores, mas no volume de negócios brilharam as PME.
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"As sociedades de grande dimensão evidenciaram crescimentos superiores na maioria dos indicadores económicos, com exceção do volume de negócios em
que as PME registaram um crescimento superior às grandes (4,6% e 1,1%, respetivamente)", nota o INE.
O setor do Alojamento e Restauração foi aquele que apresentou o maior aumento em termos de volume de negócios, com um crescimento de 18,3%, enquanto em termos de VAB o destaque foi para "o setor do Agricultura e pescas registou uma aceleração acentuada" de 31,2% face a 15,0% em 2022.
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Mais gastos com pessoal
O retrato das "Empresas em Portugal" apresentado pelo INE analisa também o número de trabalhadores. No final de 2023 estas empresas davam emprego a 4,83 milhões de trabalhadores, um aumento face ao ano anterior, sendo o crescimento dos colaboradores muito inferior ao dos custos com esses trabalhadores.
"O pessoal ao serviço e os gastos com o pessoal apresentaram o mesmo comportamento com +5,5% e +13,0%, respetivamente (+5,8% e +12,6% em 2022)", nota o INE. Ou seja, os gastos com o pessoal cresceu a mais do dobro do ritmo do aumento do número de colaboradores.
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