Honda suspende nova fábrica no Brasil à espera de recuperação económica
A Honda decidoiu "não contratar pessoal e depois ter problemas como um potencial despedimento coletivo", disse Roberto Akiyama, o vice-presidente da construtora nipónica, que já investiu 250 milhões de dólares numa fábrica em Itirapina para ajudar a duplicar a produção para 240 mil veículos por ano.
Em entrevista telefónica à agência de notícias financeira Bloomberg, o responsável da Honda disse que a empresa preferia esperar que o país resolvesse os problemas políticos e económicos antes de contratar mais empregados para a operação, que "ainda não tem data para começar".
PUB
Certo é que não será até final do ano, uma vez que o construtor estima necessitar de pelo menos seis meses para contratar e treinar as pessoas necessárias para gerir a fábrica.
As vendas da Honda no Brasil caíram 18 por cento este ano, para 125 mil veículos por causa da recessão, bem pior do que a previsão da associação do setor para o mercado total, cujas vendas deverão encolher 7,5%, o que contrasta com o avanço de 11% registado no ano passado, em contraciclo com o resto do mercado, que sofreu uma quebra de 27%.
A Honda tem apenas uma fábrica no Brasil, em Sumare, que está a trabalhar a tempo inteiro com dois turnos diários que não foram reduzidos nem houve trabalhadores dispensados, disse o vice-presidente da empresa nipónica.
PUB
O Brasil está mergulhado numa recessão económica que dura desde o ano passado e deverá também prolongar-se para este ano, com uma queda do PIB de 3,8% no ano passado e uma nova contração que deverá ultrapassar os 3% este ano.
Do ponto de vista político, a situação é igualmente conturbada devido à paralisação do Governo liderado por Dilma Rousseff, a braços com um escândalo de corrupção política e com muitas dificuldades para aprovar legislação no Parlamento.
Mais lidas
O Negócios recomenda