Lucro da BMW cai 3% em 2025. Tarifas e concorrência na China justificam queda
O lucro operacional caiu no ano passado 11,5%, para 10.186 milhões de euros, sobretudo no negócio automóvel, com uma queda de 20,7%.
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A fabricante alemã de veículos BMW obteve um lucro de 7.451 milhões de euros em 2025, menos 3% do que em 2024, após uma queda na faturação das vendas de automóveis devido à forte concorrência na China.
Na informação divulgada esta quinta-feira, a BMW informou que reduziu a faturação no último exercício em 6,3%, para 133.453 milhões de euros.
O lucro operacional (Ebit) caiu no ano passado 11,5%, para 10.186 milhões de euros, sobretudo no negócio automóvel, com uma queda de 20,7%.
O volume de negócios por vendas de automóveis caiu 5,9% em 2025 e o de motocicletas, 2,4%, enquanto o dos serviços financeiros subiu 3,2%.
A rentabilidade operacional sobre as vendas no negócio automóvel baixou em 2025 para 5,3%, em comparação com 6,3% em 2024.
De acordo com a marca, a margem de rentabilidade foi prejudicada por depreciações e tarifas sobre as importações nos Estados Unidos da América (EUA) e na União Europeia (UE).
Estes números refletem também a forte concorrência no negócio automóvel, especialmente na China, onde as vendas da BMW caíram 12,5%.
O presidente executivo (CEO) da BMW, Oliver Zipse, considerou na apresentação dos resultados anuais que a atual estratégia da empresa é adequada e que, por isso, não devem reorientá-la num ambiente difícil, mas manter o ritmo e implementá-la de forma consistente.
A BMW foi menos afetada pelas tarifas nos EUA porque tem uma grande fábrica no país norte-americano, onde no ano passado produziu cerca de 413.000 automóveis, dos quais mais de metade permaneceram nesse mercado.
A administração e o conselho fiscal da empresa irão propor na próxima assembleia-geral de acionistas a distribuição de um dividendo de 4,40 euros por ação ordinária (4,30 euros para 2024) e de 4,42 euros por ação preferencial (4,32 euros para 2024).
Além disso, a BMW pretende recomprar 10% do capital nos próximos cinco anos e, para tal, irá adquirir ações próprias no valor de até 2.000 milhões de euros até, o mais tardar, 30 de abril de 2027.
Para 2026, o grupo prevê uma queda moderada do lucro antes de impostos devido às tarifas, às taxas de câmbio negativas e às matérias-primas mais caras.
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