Banco de Portugal impõe mudanças no Montepio

A instituição liderada por Carlos Costa recomendou que se acentue a autonomia do banco face à casa-mãe, a Associação Mutualista, diz o Público desta segunda-feira, numa altura em que estão já a ser implementadas medidas que passam por este objectivo.
Tomás Correia Montepio
Pedro Elias/Negócios
20 de Abril de 2015 às 08:59

O Banco de Portugal (BdP) recomendou que o próximo presidente executivo do Montepio, que ao que tudo indica será o ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos, se faça acompanhar de gestores independentes da actual administração, liderada por Tomás Correia, segundo a edição desta segunda-feira, 20 de Abril, do Público.

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Na origem das alterações às mudanças no banco, e que já foram aprovadas pelos accionistas em Assembleia Geral, estão algumas semelhanças e ligação ao universo BES, que preocupam o BdP, que pretende que o Montepio tenha gestores não só com competências financeiras mas também na área do retalho.

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O supervisor está atento aos pontos de contacto entre o modelo do Montepio e o do BES/GES, com uma grande concentração de poder em Tomás Correia, que preside à Associação Mutualista (AM), ao banco Montepio e ao Montepio Investimento.

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Segundo o Público, em 2014 os activos da AM totalizavam 4700 milhões de euros e 78% estavam aplicados em benefício do Montepio.

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Além disso, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, já tem em cima da mesa o novo regime jurídico das caixas económicas, ainda que a AM seja tutelada pelo Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social. 

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Os associados já deram, a 1 de Abril, autorização ao Montepio para promover uma alteração dos seus estatutos que permita a separação da gestão da associação mutualista face à presidência da sua instituição financeira. 

A próxima assembleia geral está agendada para 30 de Abril, dia em que será discutido, entre outras questões a alteração parcial dos estatutos da Caixa Económica Montepio Geral.

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