Custos "extra" fazem lucro do HSBC cair 7,9% para 21 mil milhões de dólares em 2025

Apesar dos planos de redução de custos, as despesas operacionais aumentaram 10,24% em 2025.
HSBC
BauerGriffin / MediaPunch / IPX / Associated Press
Lusa 09:27

O banco HSBC, o maior da Europa, registou em 2025 um lucro líquido de 21.102 milhões de dólares (17.897 milhões de euros), o que representa uma diminuição de 7,92% face ao exercício anterior.

Na demonstração de resultados enviada esta quarta-feira à Bolsa de Valores de Hong Kong - onde está cotado - o grupo estima em cerca de 4.900 milhões de dólares (4.156 milhões de euros) o impacto negativo desses fatores.

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Em concreto, o HSBC registou perdas de 2.100 milhões de dólares (1.779 milhões de euros), após reduzir a participação no estatal chinês Bank of Communications, de 1.500 milhões dólares (1.271 milhões de euros) com a venda da carteira de empréstimos em França e de 1.400 milhões de dólares (1.186 milhões de euros) em provisões para despesas legais relacionadas com o caso Madoff, a que se somam custos de 1.000 milhões de dólares (847 milhões de euros) ligados à reorganização interna.

Ainda assim, as receitas aumentaram 3,67% em termos homólogos para 68.274 milhões de dólares (57.903 milhões de euros), impulsionadas pelo crescimento das comissões na área de gestão de património e seguros e pelo desempenho das operações cambiais nos negócios grossistas da divisão corporativa.

Em 2025, o HSBC elevou em 6,3% as receitas líquidas de juros para 34.794 milhões de dólares (29.509 milhões de euros), enquanto a margem líquida de juros - diferença entre os juros recebidos e os pagos aos clientes - subiu três pontos base, para 1,59%.

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A 31 de dezembro, o banco tinha concedido 988.399 milhões de dólares (838.261 milhões de euros) em crédito líquido, mais 6,2% do que um ano antes, e registava depósitos no valor de 1,77 biliões de dólares (1,52 biliões de euros), uma subida homóloga de 7,97%. No final do exercício, o rácio de capital comum 'Tier 1' (CET1) situava-se em 14,9%, o mesmo nível com que encerrou 2024.

Apesar dos planos de redução de custos, as despesas operacionais aumentaram 10,24% em 2025, para 36.248 milhões de dólares (30.742 milhões de euros), o que o HSBC atribui à inflação e ao investimento em tecnologia.

Para 2026, o banco prevê limitar esse aumento a 1%, numa métrica que exclui extraordinários e os custos das medidas de "simplificação".

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O presidente executivo do HSBC, Georges Elhedery, afirmou que 2025 foi "um ano de decisões firmes e execução ágil", no qual todas as áreas de negócio "tiveram bom desempenho", à medida que o grupo avança no plano de se tornar um "banco mais simples, ágil e focado".

Apesar da "incerteza no ambiente macroeconómico", a instituição elevou de 15% para 17% a meta de rentabilidade sobre fundos próprios tangíveis (RoTE), excluindo extraordinários, para cada ano até 2028, e fixou igualmente como objetivo um crescimento de receitas até 5% nesse período.

O banco anunciou ainda um dividendo de 0,45 dólares (0,38 euros) por ação referente ao quarto trimestre, elevando o total distribuído em 2025 para 0,75 dólares (0,64 euros), e reiterou que não realizará novas recompras de ações até recompor o capital utilizado na aquisição total da sua filial de Hong Kong, Hang Seng Bank.

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As ações do HSBC recuavam hoje 0,3% até à pausa da sessão em Hong Kong, momento em que divulgou os resultados, embora acumulem uma valorização de quase 55% nos últimos doze meses.

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