Vítor Bento estará de saída do Novo Banco

O Banco de Portugal quer a venda rápida do Novo Banco e já terá encontrado uma solução para a administração da instituição, uma vez que, segundo o Expresso, Vítor Bento e a sua equipa estão de saída por não concordarem com a estratégia. O Negócios sabe que o Novo Banco vai emitir um comunicado em breve.
Vítor Bento
Sara Matos/Negócios
13 de Setembro de 2014 às 11:07

Vítor Bento, José Honório e João Moreira Rato estarão de saída do Novo Banco e o Banco de Portugal já estará à procura de substitutos para os gestores que entraram na administração há menos de dois meses, quando esta foi constituída.

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A notícia foi avançada pelo semanário Expresso este Sábado. O Negócios está a tentar contactar Vítor Bento para reagir a esta notícia, não tendo até agora tido sucesso. O Novo Banco, apurou o Negócios, vai em breve emitir um comunicado.

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A saída destes gestores do Novo Banco, que o jornal noticia citando "fontes políticas", deve-se à rejeição pelo Banco de Portugal da estratégia de longo prazo que apresentaram, uma vez que Vítor Costa defende a venda rápida do Novo Banco o mais rápido possível e directamente a uma outra instituição bancária. Vítor Bento e a restante equipa defendem um projecto a médio prazo e com dispersão de capital em bolsa.

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O jornal acrescentou que "os três terão manifestado por várias vezes a sua indisponibilidade para liderarem um projecto que não era o deles".

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Na sua edição online o Expresso adianta que o Banco de Portugal já terá encontrado uma solução para a substituição da administração do Novo Banco, que deverá ser conhecida nas próximas horas.

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Comissão de Trabalhadores alerta que venda apressada será o fim da instituição

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O coordenador da Comissão de Trabalhadores do Novo Banco, João Matos, disse hoje à Lusa que uma eventual demissão da equipa liderada por Vítor Bento "não surpreende", mas avisa que uma venda apressada será o fim da instituição.

 

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 "O banco precisa de estabilidade e não se podem baixar os braços. Estamos mais unidos do que nunca para salvar a instituição. Uma venda apressada será o fim do banco e nenhum de nós quer isso", disse João Matos em declarações à agência Lusa.

 

De acordo com o representante dos trabalhadores da instituição, a eventual saída da equipa de Vítor Bento "não é inteiramente uma novidade".

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"Sabíamos que o trabalho da administração estava praticamente sem autonomia. Não pensávamos era que fosse tão rápido", afirmou ainda João Matos.

 

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O Novo Banco foi constituído nos primeiros dias de Agosto, depois do resgate do BES, pelo que a notícia da saída de Vítor Bento e da sua equipa surge pouco mais de um mês depois do início do exercício de funções.

 

(notícia actualizada às 11h20 com mais informação)

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