Lucro do Unicredit sobe 16% no arranque do aon. CEO volta a afastar controlo do Commerzbank
O lucro do Unicredit cresceu 16,1% no primeiro trimestre, para 3.217 milhões de euros, no seu melhor trimestre de sempre, anunciou esta terça-feira o banco italiano.
Entre janeiro e março, o lucro do Unicredit avançou de 2.771 milhões de euros no ano passado para 3.217 milhões de euros este ano, refere um comunicado divulgado pelo banco.
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As receitas aumentaram 4,9%, para 6.873 milhões de euros, tendo a descida de 2,0% na margem financeira (para 3.587 milhões de euros) sido compensada pelos ganhos nas comissões (para 2.509 milhões de euros). Os custos operacionais recuaram 8,7%, para 2.297 milhões de euros.
Citado no documento, o presidente executivo do Unicredit, Andrea Orcel, apontou que o banco "teve outro conjunto de resultados recorde em todos os principais indicadores financeiros, demonstrando a força e a consistência" do modelo de gestão.
O Unicredit aprovou, na noite de segunda-feira, um aumento de capital de até 6.700 milhões de euros, com o objetivo de abordar a oferta pública de aquisição voluntária sobre o Commerzbank.
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No passado dia 16 de março, o Unicredit anunciou a intenção de lançar uma oferta pública voluntária de troca de ações sobre o Commerzbank, que avalia em cerca de 35.000 milhões de euros o segundo maior banco comercial da Alemanha, com o objetivo de superar o limiar dos 30%, embora o italiano não preveja chegar a controlar a entidade germânica.
Já esta terça-feira, em declarações à CNBC, o CEO do Unicredit voltou a afastar o cenário de controlo do banco alemão. "Se chegarmos a assumir o controlo, o que neste momento não é o cenário esperado, aquilo que faríamos é muito claro, e os retornos daí resultados seriam muito positivos para os nossos acionistas e para os do Commerzbank. Mas a decisão cabe-lhes a eles", sublinhou Andrea Orcel.
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Já nesta segunda-feira, o Commerzbank voltou a atacar a proposta do Unicredit, que diz ser um plano para desmantelar o segundo maior banco comercial alemão. "O UniCredit apresentou-nos um plano que desmantela o banco tal como opera atualmente para os clientes e não oferece nenhum prémio em troca para os nossos acionistas", assinala o vice-presidente do conselho de administração do Commerzbank, Michael Kotzbauer, numa entrevista ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ).
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