Morgan Stanley despede cerca de 2.500 funcionários após registar receitas recorde
O Morgan Stanley vai despedir cerca de 3% da sua força laboral, o que corresponde a perto de 2.500 funcionários num universo de 83.000 trabalhadores, avançou o Wall Street Journal esta quarta-feira, acrescentando que os cortes de empregos vão ser feitos nos EUA e noutros países.
A redução vai abranger as três principais divisões do banco - banca de investimento e trading, a gestão de fortunas e a gestão de investimentos – e estão ligadas à alteração do negócio, às prioridades geográficas e aos critérios de desempenho individual, refere o WSJ.
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Os cortes começaram a ser efetuados na semana passada e grande parte ocorreu já esta quarta-feira, de acordo com fontes citadas pelo jornal, e surgem depois de outras vagas de despedimentos realizados pelo banco nos últimos anos.
As reduções foram implementadas apesar dos bons resultados alcançados pelo banco no ano passado, em que o banco registou receitas recorde nas divisões de banca de investimento e trading e de gestão de fortunas. As receitas totais anuais subiram para um recorde de 70,65 mil milhões, enquanto o lucro líquido subiu para 16,9 mil milhões nos resultados de 2025 apresentados em janeiro.
Numa chamada com analistas, o CEO do banco, Ted Pick, disse estar otimista para 2026, mas alertou para os riscos geopolíticos e um cenário macoeconómico “complicado”.
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