Santander prevê duplicar dividendo até 2028 e ganhar mais de 20 mil milhões
O Santander espera duplicar o dividendo em dinheiro por ação em 2028 face a 2025 e ultrapassar os 20.000 milhões de euros de lucro, de acordo com o plano estratégico para os próximos três anos, divulgado esta quarta-feira.
Segundo a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores (CNMV) espanhola, a instituição bancária manterá a sua política de remuneração aos acionistas, distribuindo cerca de 50% dos lucros através de dividendos e recompras de ações.
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O Santander aumentará a taxa de distribuição ('payout') do dividendo em dinheiro para aproximadamente 35% dos lucros do grupo a partir dos resultados de 2027, contra os atuais 25%, e destinará cerca de 15% à recompra de ações.
Além disso, o Conselho de Administração do banco também pretende devolver aos acionistas o excesso de capital acima de 13% quando o plano terminar.
O grupo prevê atingir uma rentabilidade, medida em retorno sobre o capital tangível (RoTE), superior a 20% em 2028 e, em termos de solvência, que o seu rácio de capital CET1 seja de aproximadamente 13%.
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O Santander encerrou 2025 com um lucro recorde de 14.101 milhões de euros, 12% a mais do que no ano anterior, um RoTE de 16,3%, um rácio de capital CET 1 de 13,5% e um rácio de eficiência de 41,2%, que espera melhorar nos próximos três anos para que em 2028 se situe em aproximadamente 36%.
Para 2028, o banco prevê gerar mais de 1.000 milhões de euros de valor de negócio (poupanças de custos mais receitas) a partir de iniciativas de dados e Inteligência Artificial (IA), o que contribuirá para melhorar o rácio de eficiência em cerca de um ponto percentual.
O Santander, que encerrou 2025 com 180 milhões de clientes, espera atingir 210 milhões em 2028 e que, no período 2026-2028, as suas receitas cresçam a uma taxa média anual de um dígito.
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Também prevê que o lucro por ação (BPA) cresça anualmente na casa dos dois dígitos no período do novo plano, depois de ter aumentado 68% no período 2023-2025.
A presidente do banco, Ana Botín, indicou, em comunicado, que, uma vez integrados o TSB, o banco britânico adquirido ao Sabadell, e o americano Webster, o Santander alcançará níveis de rentabilidade entre os melhores do setor, de 16% no Reino Unido e de 18% nos Estados Unidos.
O grupo também divulgou os objetivos para os seus cinco negócios globais e, no caso do 'Retail' (banca de retalho e comercial), estes consistem em aumentar as vendas digitais e reduzir o custo do serviço, enquanto no caso do Openbank, área global de negócio de consumo, o objetivo é crescer como uma plataforma digital conectada em diferentes mercados.
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No caso do CIB, o negócio de banca corporativa e de investimento, o Santander continuará a aumentar o negócio de baixo consumo de capital e baseado em comissões, além de aumentar a margem operacional, e no Wealth (banca privada, gestão de ativos e seguros), o objetivo é aumentar os ativos sob gestão e o negócio de seguros para melhorar a rentabilidade.
Em Pagamentos, o Santander prevê que as receitas cresçam dois dígitos e uma melhoria progressiva das margens.
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