Wells Fargo alvo da mais dura multa da Administração Trump a um banco de Wall Street
O Gabinete de Protecção Financeira do Consumidor e a Agência de Controlo da Moeda, ambos reguladores federais dos Estados Unidos, decretaram, cada um, uma multa de 500 milhões de dólares ao Wells Fargo, o que totaliza mil milhões de dólares (815 milhões de euros) – isto por abuso dos seus clientes.
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Trata-se da mais dura medida da Administração Trump contra um banco de Wall Street, sublinha a CNN Money.
O banco – do qual o célebre investidor Warren Buffett é accionista – já tinha pedido desculpa no ano passado por ter cobrado a 570.000 clientes seguros automóvel de que eles não precisavam.
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Uma auditoria interna do Wells Fargo detectou que cerca de 20.000 desses clientes poderão ter entrado em incumprimento no pagamento dos seus empréstimos de compra de automóveis, tendo ficado sem os veículos, em parte devido a esses custos desnecessários com os seguros.
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Além disso, o banco também cobrou comissões indevidas aos clientes detentores de crédito à habitação.
Agora, o Wells Fargo terá de pagar esta quantia ao Tesouro norte-americano e esse custo irá estar já reflectido nos resultados do primeiro trimestre, refere a Europa Press.
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Assim, os lucros do período de Janeiro a Março sofrerão um corte de 800 milhões de dólares (652 milhões de euros), ou 0,16 dólares por acção, o que significa que o resultado líquido do banco terá afinal sido de 4.700 milhões de dólares (96 cêntimos por acção).
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O Wells Fargo, recorde-se, apresentou na passada sexta-feira as suas contas trimestrais, reportando lucros de 5.533 milhões de dólares – que ficaram acima das expectativas do consenso do mercado e levaram à subida das acções em bolsa.
Os reguladores, citados pela Reuters, sublinharam que o banco concordou em pagar este valor sem admitir ou negar qualquer má conduta – apesar do pedido de desculpas feito em 2017 relativamente à questão dos seguros automóvel.
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