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África do Sul resgata banco. Separa o mau do bom

O banco central sul africano já conseguiu garantir investidores para participarem no aumento de capital do novo banco. Este banco bom será, posteriormente, admitido à negociação no mercado de capitais do país.

Paulo Moutinho 10 de Agosto de 2014 às 18:51
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O African Bank Investments foi resgatado pelo banco central sul africano após uma queda de 90% em bolsa. A intervenção, que ditou perdas totais para os antigos accionistas, ditou a divisão da instituição em duas: de um lado o banco mau e do outro o bom, para o qual já foram encontrados investidores disponíveis a participar num aumento de capital que devolverá o novo banco à bolsa.

 

A intervenção do banco central da África do Sul, revelada este domingo, é o culminar de uma semana marcada por fortes quedas dos títulos do Abil, como é conhecida a instituição agora resgatada. Os títulos afundaram mais de 90% depois do presidente executivo e fundador ter anunciado que iria apresentar prejuízos recorde este ano, necessitando por isso de um novo aumento de capital.

 

O Abil realizou em Dezembro um aumento de capital de 5,48 mil milhões de rands (383 milhões de euros), mas as perdas com a carteira de crédito iriam arrasar com os rácios da instituição financeira. Daí que o banco central tenha avançado com a intervenção durante este fim-de-semana para evitar o risco de contágio ao sistema financeiro. E, tal como aconteceu em Portugal, também aqui houve a divisão entre um banco bom e um mau.

 

De acordo com a informação do banco central sul africano, citada pela Bloomberg, o valor contabilístico do banco bom, para o qual transitam os detentores de dívida sénior, é de 26 mil milhões de rands (1,8 mil milhões de euros), já a do banco mau é de 17 mil milhões, sendo que o banco central apenas vai pagar 7 mil milhões por estes créditos malparados. Com a intervenção, os accionistas e os detentores de dívida subordinada perdem o dinheiro investido.

 

O novo banco irá agora receber uma injecção de capital. Já há investidores interessados em participarem na solução encontrada para o Abil: Barclays África Group, FirstRand e o Public Investment Corp, uma entidade detida pelo Estado. Restabelecidas as necessidades de capital, esta instituição será colocada novamente no mercado de capitais do país, a bolsa de Joanesburgo.

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