Banca & Finanças Assembleia-geral alarga para 18% ganhos do BCP em três dias

Assembleia-geral alarga para 18% ganhos do BCP em três dias

As acções do BCP subiram 3,59% esta sexta-feira, depois de até terem avançado 6% no início da sessão. A fusão de acções de menor dimensão e a abertura a um possível novo investidor ajudaram à valorização do título.
Assembleia-geral alarga para 18% ganhos do BCP em três dias
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 22 de abril de 2016 às 16:53
As acções do BCP voltaram a ganhar esta sexta-feira. Foi o terceiro dia consecutivo de avanços numa subida que ascende a 18% neste período. A entidade bancária tocou no valor mais alto de Abril depois da assembleia-geral que ditou duas possibilidades: a fusão de 75 acções para formar uma acção do BCP; a abdicação de direitos que permite a entrada de um novo accionista. 

Os títulos do banco presidido por Nuno Amado (na foto) subiram 3,59% para fecharem nos 4,04 cêntimos, seguindo-se ao ganhos de 3% de ontem e de 11% de quarta-feira. 

O dia foi de forte troca de acções com mais de 538 milhões de títulos negociados. A média diária costuma ser de 321 milhões, sendo que ontem, em antecipação à assembleia-geral, já tinha havido uma troca de acções acima dos 500 milhões. 

A subida do BCP foi a que mais pesou na evolução do PSI-20 esta sexta-feira, dia em que o índice valorizou 0,27%. No início da sessão, o banco chegou a ganhar mais de 6% mas o avanço fixou-se em 3% no resto do dia.

Na assembleia-geral desta quinta-feira, 20 de Abril, os pequenos accionistas deram luta e conseguiram que o rácio de fusão de acções passasse de 193 para 75. Ou seja, cada lote de 75 acções poderá ser agrupada e forma uma nova acção do BCP. Anteriormente, a intenção da administração era a de fundir 193 títulos. Os analistas consideram que o novo número é positivo tanto para os grandes como para os pequenos investidores. 

"O valor final da fusão de acções do BCP defende toda a gente", argumentou Nuno Amado nas respostas aos jornalistas no final da assembleia. 

Com este "reverse stock split", o BCP espera conseguir chamar grandes investidores, afastando-se da ideia de que é uma "penny stock" ou acção tostão numa tradução literal. 

O outro ponto mais polémico na assembleia-geral do banco presidido por Nuno Amado foi a supressão do direito de preferência que os actuais accionistas têm num futuro aumento de capital. Aqui, houve aprovação pelos accionistas, o que abre a porta a porta a novos investidores na estrutura accionista do BCP. 

Apesar desta possibilidade, o presidente executivo da instituição financeira assegurou que não existe nenhuma operação "pensada ou estruturada" para o reforço de capital do banco. 

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