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Banco polaco do BCP ativa plano de recuperação para fazer frente a prejuízos devido a moratórias

A aprovação do regime de moratórias no crédito à habitação na Polónia terá um impacto que pode ascender a 368,6 milhões de euros.

Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 15 de Julho de 2022 às 19:47
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O Bank Millennium, controlado pelo BCP, estima que a aprovação do regime de acesso a moratórias para créditos à habitação em zlotys na Polónia poderá ter um impacto máximo de 1.779 milhões de zlotys (368,6 milhões de euros ao câmbio atual), indica esta sexta-feira o banco liderado por Miguel Maya em comunicado à CMVM.

O Bank Millennium refere ainda que espera "reconhecer antecipadamente os custos nos resultados do 3º trimestre de
2022, considerando um intervalo entre 75-90% dos montantes acima referidos [276,4 milhões a 331,7 mlhões de euros]".

"Com base nos custos resultantes da aplicação da Lei acima referida, poder-se-á, razoavelmente, presumir que o banco apresentará um resultado líquido negativo no 3º trimestre de 2022 e, consequentemente, os seus rácios de capital poderão ficar abaixo dos atuais requisitos mínimos, estabelecidos pela Autoridade de Supervisão Financeira polaca ("PFSA")", assinala ainda o banco.

O risco de não cumprimento dos "respetivos rácios de capital" levam o banco polaco do BCP a decidir "ativar o Plano de Recuperação, notificando desse facto a PFSA e o Fundo de Garantia Bancária".

O Bank Millennium "pretende aumentar os rácios de capital para níveis confortavelmente acima dos mínimos exigidos, através da combinação da melhoria da rendibilidade operacional e de iniciativas de otimização do capital, tais como a gestão dos ativos ponderados pelo risco (incluindo securitizações)", conclui o documento.
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