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Bancos regressaram à rentabilidade após queda das imparidades

O sistema bancário nacional interrompeu em 2015 uma sequência de quatro anos negativos em termos de rentabilidade, anunciou esta terça-feira o Banco de Portugal

Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 29 de Março de 2016 às 15:57
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Os bancos portugueses regressaram à rentabilidade no ano passado, beneficiados pelo menor fluxo de imparidades. "Em 2015, a rendibilidade do sistema bancário retomou valores positivos depois de ter sido negativa entre 2011 e 2014", referiu o Banco de Portugal esta terça-feira num documento sobre os desenvolvimentos recentes no sistema bancário português. "A rendibilidade dos capitais próprios e rendibilidade dos activos melhoraram consideravelmente em 2015, mesmo excluindo o impacto do BES/Novo Banco", acrescenta o Banco de Portugal.

A entidade liderada por Carlos Costa explica que aquela "evolução positiva da rendibilidade deveu-se principalmente à quebra expressiva das imparidades". Observa que "o fluxo de imparidades registado em 2015 diminuiu para cerca de metade do valor de 2014", apesar de salientar que permanecem ainda "em níveis elevados".

Além da melhoria da rentabilidade, os bancos conseguiram também apresentar indicadores de solvabilidade mais positivos. "Os níveis de solvabilidade aumentaram no quarto trimestre de 2015, em resultado da diminuição dos activos ponderados pelo risco e do aumento dos fundos próprios do sistema bancário", refere o Banco de Portugal. O rácio de fundos próprios principais de nível 1 (CET1) era, no final de 2015, de 12,4%, acima do valor der 11,3% registado no final de 2014.

"Os rácios CET 1 e de solvabilidade total melhoraram no quarto trimestre de 2015, comparando favoravelmente com o final de 2014", refere o Banco de Portugal. E explica a melhoria com o reforço de capital conseguido pelo Novo Banco no final do ano após a transferência de cinco séries de obrigações para o BES, que completaram a medida de resolução.

"Tal facto deveu-se às decisões que completaram a medida de resolução aplicada ao Banco Espírito Santo e que se traduziram no aumento de capital do Novo Banco em Dezembro de 2015 e na diminuição dos activos ponderados pelo risco", conclui o Banco de Portugal.

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