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Banif conclui terceira fase da capitalização com injecção particular de 40,7 milhões de euros

Um grupo de investidores particulares, entre os quais Ilídio Pinho e Estevão Neves, injectou 40,7 milhões de euros no banco liderado por Jorge Tomé. Os novos accionistas vão ter de manter os títulos que compraram nos próximos 30 dias. As acções deverão ser admitidas à bolsa.

05 de Agosto de 2013 às 17:27

A terceira fase do processo de capitalização do Banif está concluída. Ilídio Pinho e os empresários madeirenses Estevão Neves ou Avelino Farinha são alguns dos novos accionistas do banco, na sequência da operação.

“O Banif – Banco Internacional do Funchal, S.A. concluiu hoje [segunda-feira, 5 de Agosto] novo aumento do seu capital social, no montante €40.700.000 (quarenta milhões e setecentos mil euros), o qual passou a ser de € 1.510.700.000 (mil, quinhentos e dez milhões e setecentos mil euros)”, indica o banco sob comando de Jorge Tomé num comunicado emitido através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Esta é a terceira fase do processo de capitalização que o banco teve de empreender para cumprir os valores mínimos de capital exigidos pelos reguladores. O Banif já havia concluído duas etapas deste processo. A primeira foi a colocação particular de 100 milhões de euros por parte dos dois principais accionistas – Rentipar, dos herdeiros do fundador do banco Horácio Roque, e a Auto-Industrial.

O segundo momento foi o recente aumento de capital destinado ao público, que decorreu no último mês, através da injecção de 100 milhões de euros conseguidos com a subscrição das 10 mil milhões de novas acções. A terceira fase, a anunciada esta segunda-feira pelo banco, é de 40,7 milhões de euros. Esta oferta privada estava já prevista, embora fosse antecipada a colocação de 50 milhões de euros.  

Banif já conseguiu 240,7 milhões, faltam 209,3 milhões

 

“Com esta operação, o capital já subscrito e realizado por investidores privados no âmbito da segunda fase do processo de recapitalização do Banif ascende a 240,7 milhões de euros”, resume a instituição financeira.

Ficam a faltar 209,3 milhões de euros para ficar concluído o processo de capitalização acordado, na ordem dos 450 milhões de euros. A troca de obrigações convertíveis e a colocação junto de investidores internacionais (o Negócios noticiou a negociação com um banco sul-americano) são os próximos passos.

A faltar fica, igualmente, o processo de reestruturação que tem de ser levado a cabo pelo banco como “remédio” pelo facto de o Estado ter colocado dinheiros públicos na instituição – o que também aconteceu com o BCP, BPI e CGD. Estes três bancos já têm os seus planos definidos, faltando o acordo da Direcção-Geral da Concorrência europeia com o banco madeirense, previsto para Outubro.

Quem são os novos accionistas do Banif

 

A emissão desta terceira fase foi “colocada junto de um conjunto de investidores, predominantemente portugueses, cuja entrada na estrutura accionista do Banif é considerada de interesse estratégico pelo Conselho de Administração”, indica a instituição, cujo presidente é Luís Amado.

As novas acções foram compradas a um cêntimo – o mesmo valor a que foram adquiridas nos dois momentos anteriores do processo de capitalização – pelo que foram subscritas 4,07 mil milhões de novas acções.

A AFA SGPS SA fez o segundo investimento mais relevante, de 7 milhões de euros, a que se soma a feita em nome individual pelo madeirense Avelino Farinha, de 1 milhão de euros. Farinha lidera este grupo ligado à construção.

Entre outros investidores encontra-se Estevão Neves, o empresário madeirense que, no processo de capitalização do BCP do ano passado, passou a ser o maior accionista individual desse banco. Neves injectou 1 milhão de euros no Banif. O grupo de hotéis Enotel, que lidera, também comprou acções no valor de 800 milhões de euros.

Dionísio Pestana, do grupo de hotéis com o seu nome, também integra o grupo de novos accionistas no Banif, nomeadamente com a Sociedade de Desenvolvimento da Madeira.

O IND Company Limited colocou 4,5 milhões de euros no Banif. Segundo a Lusa, este  é o “grupo empresarial brasileiro ligado ao Banco Induscred”, como descreve o Banif.

Em comum, todos estes investidores têm o compromisso de não “transferirem ou venderem as acções por si subscritas” no prazo de 30 dias a contar da data da sua emissão. “As novas acções deverão vir a ser fungíveis com as demais acções ordinárias  representativas de capital social do Banif e admitidas à negociação em Bolsa”, acrescenta o comunicado do banco.

Novos accionistas do Banif

- IP Holding - SGPS, S.A., € 13.000.000 (treze milhões de euros);

- AFA, SGPS, S.A., € 7.000.000 (sete milhões de euros);

- IND Company Limited, € 4.500.000 (quatro milhões e quinhentos mil euros);

- Calhetas, SGPS, Lda, € 3.000.000 (três milhões de euros);

- Fundação Ilídio Pinho, € 2.000.000 (dois milhões de euros);

- Artifel – Soc. Electrónica e Electromecânica, S.A., € 2.000.000 (dois milhões de euros);

- Estevão - Neves SGPS, S.A., € 1.200.000 (um milhão e duzentos mil euros);

- Cari Construtores, S.A., € 1.000.000 (um milhão de euros);

- José Avelino Aguiar Farinha, € 1.000.000 (um milhão de euros);

- José Carlos Rodrigues Pereira, € 1.000.000 (um milhão de euros);

- Luis Miguel da Silva Sousa, € 1.000.000 (um milhão de euros);

- Manuel Leça Correia, € 1.000.000 (um milhão de euros);

- S.D.M – Soc. de Desenvolvimento da Madeira, S.A., € 1.000.000 (um milhão de euros);

- Enotel SGPS, S.A., € 800.000 (oitocentos mil euros);

- Antero Gil Viveiros Rego, € 700.000 (setecentos mil euros);

- Evalesco - SGPS, S.A., € 500.000 (quinhentos mil euros).

(Notícia actualizada com mais informações às 18h10)

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