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Bankia também investiga irregularidades nas remunerações de Blesa e Rato

O banco espanhol está a investigar eventuais irregularidades nas remunerações de Miguel Blesa enquanto administrador do Caja Madrid e de Rodrigo Rato, que foi administrador do Bankia.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 10 de Dezembro de 2014 às 17:24
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O jornal espanhol Expansión escreve, esta quarta-feira, que o banco espanhol Bankia pediu à PwC, no início deste ano, para avançar com um investigação a eventuais irregularidades nas remunerações de Miguel Blesa, que foi CEO do Caja Madrid entre 1996 e 2009, e a Rodrigo Rato, que foi director do Fundo Monetário Internacional (FMI) e CEO do Bankia.

 

De acordo com o Expansión, o Bankia, actualmente liderado por José Ignacio Goirigolzarri, solicitou à consultora PwC que elabore um relatório sobre as políticas remuneratórias de que Blesa e Rato beneficiaram enquanto administradores destas entidades financeiras.

 

Este jornal avança que, segundo fontes judiciais relacionadas com o processo, aquela consultora terá detectado eventuais irregularidades nas remunerações destes dois antigos administradores.

 

As mesmas fontes terão ainda adiantado que esta investigação terá detectado práticas irregulares em vários antigos administradores, especialmente da equipa de Miguel Blesa. No entanto, o relatório final só estará concluído em 2015.

 

Recorde-se que o Caja Madrid detém a maioria do capital social do Bankia, formado em 2010 a partir de um conglomerado de sete bancos regionais espanhóis.

 

Esta investigação surge paralelamente ao processo relativo ao caso dos cartões opacos, através do qual, entre 1999 e 2012, estes administradores terão autorizado gastos de 15,25 milhões de euros em despesas. Para o conseguir terão assinado relatórios de contas que escondiam, não apenas prejuízos dos bancos, mas também despesas deles próprios e de políticos. O Bankia acabaria por entrar em bolsa com base em contas que não eram fiéis à realidade do banco.

 

Rato, que acabaria expulso do PP, incorre numa pena de prisão de até seis anos. Em Outubro passado, Rodrigo Rato pagou a caução, imposta pelo juiz Fernando Andreu, de 3 milhões de euros.

 

O mesmo juiz, também em Outubro, depois de Blesa não ter pago uma fiança de 16 milhões de euros, exigiu que o antigo administrador do Caja Madrid forneça à justiça espanhola todos os dados sobre as suas contas bancárias, salários e património imobiliário.

 

Nessa altura, Fernando Andreu considerou a existência de indícios de que Blesa e Rato "consentiram, propiciaram e aceitaram" a utilização indevida de vários cartões de crédito que geraram despesas contabilizadas "de forma encoberta para evitar o controlo dos auditores e dos órgãos supervisores".

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