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BEI financiou recorde de 3 mil milhões em Portugal em 2025

Investimentos na habitação, transportes, ação climática e inovação registaram níveis históricos, sublinha o Banco Europeu de Investimento. Financiamento do BEI alavanca 12 mil milhões de euros em investimento.

Banco Europeu de Investimento BEI
Banco Europeu de Investimento BEI Oscar Romero/EIB
16:15

Em 2025, o Banco Europeu de Investimento (BEI) financiou projetos em Portugal no valor de 3 mil milhões de euros. O valor disparou 43% face ao ano anterior e deverá alavancar aproximadamente 12 mil milhões de euros em investimento total, o correspondente a quase 4 % do PIB do país, anunciou a instituição financeira.

O valor foi revelado nesta quinta-feira em Lisboa por Nadia Calviño, presidente do “braço” financeiro da União Europeia.

A maior fatia (2,4 mil milhões de euros ou cerca de 80%) foi destinado a regiões de coesão, “contribuindo para fomentar a coesão social, económica e regional em todo o país”.

Há projetos que podem ser classificados em mais do que uma área (por exemplo, um projeto pode ser classificado como sendo simultaneamente de coesão e transição), pelo que os valores dos setores não podem ser somados.

O financiamento em infraestruturas sociais atingiu mil milhões de euros, incluindo “operações de apoio à habitação a preços acessíveis e às escolas públicas”, informa a instituição. O apoio à habitação atingiu 750 milhões de euros, um valor recorde. “Este financiamento apoiará o programa nacional para a habitação a preços acessíveis (Programa de Apoio ao Arrendamento), que inclui a construção e renovação de cerca de 12 mil unidades habitacionais”, continua o BEI.

43%Crescimento
O financiamento do BEI em Portugal atingiu 3 mil milhões de euros. O valor disparou 43% face ao ano anterior.

Já a renovação de escolas públicas representou um financiamento de 300 milhões de euros, “apoiando a modernização da infraestrutura educativa, a melhoria das condições de aprendizagem e o aumento da eficiência energética de aproximadamente 500 edifícios escolares”.

Nos transportes públicos o valor atingiu outros mil milhões. A instituição entende que se trata de um “montante recorde que inclui a primeira parcela do projeto emblemático da linha ferroviária de alta velocidade Porto-Lisboa”. A linha “representa um marco para Portugal e constitui um dos maiores investimentos em infraestruturas das últimas décadas no país. O projeto deverá melhorar a mobilidade sustentável, reduzir os tempos de viagem e reforçar a coesão territorial. O BEI contratualizou a parcela inicial dos 3 mil milhões de euros aprovados pelo Banco em 2024 para apoiar esta infraestrutura estratégica para Portugal e para a UE”.[

No capítulo da transição verde, os projetos somam um financiamento de 2,1 mil milhões de euros. “Os projetos financiados incluíram a descarbonização dos transportes e das indústrias, melhorias na eficiência energética das habitações e das escolas e investimentos na produção de energias renováveis e em redes elétricas”, descreve o BEI, que reclama para si o título de “Banco do Clima em Portugal”.

A inovação recebeu 500 milhões.

“2025 foi um ano extraordinário para a atividade do Grupo BEI em Portugal”, afirmou a presidente da instituição.

Navigator, Sonae, redes e PME

O BEI destaca também que “contribuiu para acelerar a estratégia de descarbonização da The Navigator Company, apoiando investimentos em tecnologias de produção com baixas emissões de carbono em todas as instalações da empresa”.

No setor retalhista, a Sonae também contou com o apoio do BEI para “modernizar e melhorar a sustentabilidade de aproximadamente 400 lojas através de sistemas energeticamente eficientes, da integração de energias renováveis e de soluções de economia circular, reduzindo significativamente as emissões operacionais”.

Nas redes elétricas, o BEI fez um empréstimo de 155 milhões de euros para “a expansão, desenvolvimento e a digitalização das redes da EDP em Portugal”.

O Banco Europeu de Investimento sinaliza igualmente o apoio às Pequenas e Médias Empresas, para as quais destinou mais de 500 milhões de euros para a “melhoria do acesso a financiamento, reforçando a competitividade, a produtividade e o desenvolvimento regional. Mais de 10 mil empresas portuguesas beneficiaram deste apoio sustentando cerca de 245 mil postos de trabalho”, sustenta a instituição.

Os bancos comerciais são uma ponte central para ligar o BEI à economia real e por isso em 2025 o grupo “assinou, entre outras operações, contratos com o Santander Totta, incluindo uma linha de crédito de 75 milhões de euros destinada ao setor agrícola, sendo 10 % dedicados ao apoio a agricultores jovens e em início de atividade, e com o BPI, nomeadamente uma garantia de partilha de riscos para melhorar as condições de empréstimo para investimento em setores-chave”.

O BEI “também está a contribuir para impulsionar a inovação e a competitividade no país, através de empréstimos diretos para apoiar investimentos em tecnologias limpas que aceleram a descarbonização da indústria e a transformação digital das redes elétricas”.

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