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CaixaBI antecipa melhor primeiro semestre do BPI desde 2012

A unidade de investimento da CGD prevê um lucro de 33,6 milhões de euros, que compara com o prejuízo registado no mesmo período de 2014. A Grécia deverá penalizar os rácios, diz o CaixaBI, que lembra que continua a faltar uma solução sobre Angola.

Pedro Elias/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 21 de Julho de 2015 às 19:08
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O CaixaBI antecipa que o Banco BPI permanece em zona de lucros entre Abril e Junho, colocando o acumulado do primeiro semestre com o melhor desempenho desde os primeiros seis meses de 2012.

 

A unidade de investimento da Caixa Geral de Depósitos espera um lucro de 33,6 milhões de euros para o Banco BPI no segundo trimestre, o que totaliza um semestre de 64,5 milhões de euros, segundo uma previsão de resultados a que o Negócios teve acesso. No primeiro semestre de 2014, o banco liderado por Fernando Ulrich (na foto) havia registado um prejuízo de 106,6 milhões de euros. Nos últimos anos, o lucro do BPI esperado pelo CaixaBI é apenas inferior aos 85 milhões verificados entre Janeiro e Junho de 2012.

 

As contas do primeiro semestre de 2015 do BPI deverão contar com uma subida de 32,3% da margem financeira (a diferença entre o seu custo de financiamento e o que recebe com os créditos concedidos). A margem deverá ficar em 312,8 milhões de euros, tendo em conta que o banco concluiu, em Junho de 2014, o reembolso das obrigações estatais CoCos, que já não pesa nos resultados.

 

O banco de investimento sublinha a recuperação da margem financeira como um dos pontos positivos que espera ver nos resultados semestrais, não se antecipando, contudo, alterações significativas nos principais indicadores.

 

O produto bancário deverá atingir os 557,1 milhões de euros no primeiro semestre, segundo o analista André Rodrigues, um ganho homólogo de 69,5%. Os custos ter-se-ão agravado 4,3% para 331 milhões. Assim, o resultado operacional ficará pelos 226 milhões de euros, melhor do que os 11,3 milhões do primeiro semestre de 2014.

 

Em termos de capital, o CaixaBI espera que os rácios "sofram um impacto devido ao desempenho negativo da carteira de dívida soberana no segundo trimestre de 2015 (devido à situação na Grécia)". O preço da dívida grega deteriorou-se nos últimos meses na sequência das discussões a nível europeu que chegaram a colocar a saída da Zona Euro como ponto de discussão. 

 

Relativamente ao banco e ao seu futuro, há dúvidas que continuam em cima da mesa: uma delas é o que acontecerá depois da retirada da oferta pública de aquisição pelo CaixaBank. A fusão com o BCP foi falada mas não houve novos passos. 

 

Um aspecto "negativo", nas palavras do especialista André Rodrigues, é a ausência de equivalência na supervisão das actividades em Angola, onde o BPI controla o BFA, "que continua a ser um assunto a ser analisado nos próximos trimestres".

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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