Banca & Finanças CGD fecha 70 balcões mas defende que maior parte está em grandes centros urbanos

CGD fecha 70 balcões mas defende que maior parte está em grandes centros urbanos

A CGD dá um novo passo no plano estratégico acordado com Bruxelas. Avança com o encerramento de cerca de 70 agências, a grande parte para fechar já este mês.
CGD fecha 70 balcões mas defende que maior parte está em grandes centros urbanos
Diogo Cavaleiro 11 de junho de 2018 às 15:52

A Caixa Geral de Depósitos confirma que irá fechar perto de 70 das suas agências, querendo concluir a maior parte dos procedimentos já este mês. O banco público defende que a maior parte dos encerramentos dá-se nos grandes centros urbanos.

 

"Tal como a Caixa Geral de Depósitos em diversas circunstâncias já afirmou publicamente, este ano serão encerrados cerca de 70 balcões, a maioria dos quais no final do presente mês de Junho", assinala um comunicado do banco público, enviado às redacções esta segunda-feira, 11 de Junho. O jornal Público tinha referido, na semana passada, o corte de 75 balcões, mas o número não está ainda estabilizado.

 

A Caixa Geral de Depósitos fechou o primeiro trimestre com 587 agências de atendimento presencial em Portugal, um número igual ao registado no final do ano. Este número já reflectia uma descida em relação às 650 unidades dispersas pelo país em Março de 2017.

 

Agora, desce o número de balcões da CGD para perto de 520 agências. O banco público não enumera quais as dependências que irão encerrar, dizendo apenas que se concentram nos grandes centros urbanos. 


"As agências a encerrar foram objecto de análise e, além da sua actividade e resultado económico, foram tidas em consideração questões como as acessibilidades a outras agências da CGD e a mobilidade da população, resultando deste facto que a maioria das agências a encerrar se situe nos maiores centros urbanos do país, com destaque para a Grande Lisboa e o Grande Porto", diz o comunicado da CGD.

 

Os encerramentos de sucursais bancárias da instituição presidida por Paulo Macedo já são conhecidos desde o plano de reestruturação acordado com a Comissão Europa. Bruxelas tem obrigado ao emagrecimento dos bancos que recebem auxílios estatais. Até 2020, último ano do plano de reestruturação que está em curso desde o ano passado, o banco público tem de chegar às 480 unidades.

 
"Para obviar aos naturais transtornos, a CGD irá disponibilizar gratuitamente, durante um ano, um cartão de débito para utilização nas áreas automáticas e ATMs existentes em todo o território nacional e internacional", sublinha a instituição financeira, acrescentando que tem conseguido manter, nos encerramentos mais recentes, 95% dos seus clientes. 

As notícias em torno do fecho de agências tem desencadeado contestação por parte de autarcas e de agentes políticos, a criticar a escolha da CGD. 


(Notícia actualizada com mais informações às 16:25)




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