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Crédit Agricole perde 708 milhões com o BES. CEO lamenta ter sido enganado e admite processar família Espírito Santo

"Apenas podemos lamentar ter sido enganados pela família com a qual o Crédit Agricole tentou criar uma verdadeira parceria para construir o maior banco privado em Portugal". Palavras do presidente executivo do banco francês no dia em que foi conhecido que os seus lucros caíram 98% devido à situação do Banco Espírito Santo.

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Credit Agricole Profit Falls 98%
Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 05 de Agosto de 2014 às 09:00
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O segundo maior accionista do Banco Espírito Santo, com uma participação de 14,6%, registou, no segundo trimestre do ano, uma perda de 708 milhões de euros relacionada com a situação do banco português.

 

O banco viu, desta forma, os seus lucros caírem em 98% para 17 milhões de euros, quando no período homólogo tinha registado um resultado líquido de 696 milhões de euros.    

 

Em conferência de imprensa, o CEO do banco francês, Jean-Paul Chifflet, afirmou desconhecer os problemas do Banco Espírito Santo e lamentou ter sido enganado pela família Espírito Santo.  

 

"O grupo [francês] tem agora de lidar com as questões específicas da família Espírito Santo, que ocorreram fora da esfera da governação do banco e que eram desconhecidas para nós", afirmou  Jean-Paul Chifflet citado pelo The Guardian.

 

"Apenas podemos lamentar ter sido enganados pela família com a qual o Crédit Agricole tentou criar uma verdadeira parceria para construir o maior banco privado em Portugal", acrescentou o responsável.

 

"A nova administração [do Novo Banco, que resultou do fim do BES e sua divisão num banco ‘bom’ e num ‘bad bank’] indicou estar a considerar tomar acções legais e nós iremos participar delas", sublinhou Jean-Paul Chifflet, citado pela Lusa. De acordo com este responsável, não é de excluir a possibilidade de ser recuperado algum dinheiro através "das medidas legais que serão tomadas".

 

Em declarações à agência Bloomberg, o analista da Jefferies International, Omar Fall, recorda que o banco francês "tem vindo a reduzir uma série de participações financeiras, desde o grego Emporiki ao espanhol Bankinter". "Uma das últimas que ainda detinha era o Banco Espírito Santo e não acabou bem." 

 

(Notícia actualizada às 12h31 com mais declarações do presidente do Crédit Agricole)

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