Poupar para a reforma é importante. Muitos não têm é dinheiro para poupar
80% dos portugueses admite que é importante poupar para a reforma mas 36% não tem como o fazer, segundo um estudo da Zurich.
Poupar para a reforma é importante mas nem todos conseguem ter o que poupar. Essa é uma das conclusões presentes no estudo promovido pela seguradora Zurich e elaborado pela GfK.
À pergunta, "no actual contexto económico, qual a importância de ter um plano poupança reforma (PPR)", 36% dos 500 portugueses inquiridos responderam que era “importante” mas que o orçamento “não permite poupar”.
É a percentagem mais elevada entre os sete países envolvidos no estudo (Suíça, Itália, Portugal, Alemanha, Áustria, Rússia e Espanha - com 4.067 inquiridos no total), sendo que a proporção mais próxima é a de Espanha, com 24%.
A importância de poupar através de um PPR é admitida, ao todo, por 80% dos cidadãos nacionais inquiridos, sendo que 18% assinala que já poupa mas através de poupanças bancárias e 6% através de fundos de pensões e seguros.
Apenas 3% dos portugueses inquiridos acredita que o Governo arranjará uma solução para as reformas pelo que não é importante preocupar-se com um PPR. 7% prefere gastar o dinheiro de outra forma.
“Tendo em conta a situação do Estado Social, os portugueses devem tomar essa opção [de poupar] como prioritária e, na medida das suas possibilidades, poupar mensalmente a quantia que lhes é possível”, refere o director de Desenvolvimento de Soluções da Zurich em Portugal, citado pelo comunicado de imprensa. Artur Lucas acrescenta ainda que é "preocupante" verificar que “um terço dos portugueses não tem condições de poupar”.
Crise não alterou necessidade de ter um “bom seguro”
O contexto económico em Portugal danificou-se mas isso não é razão para que os portugueses sintam uma maior ou menor necessidade de ter um “bom seguro”. Esta é outra das conclusões do estudo promovido pela seguradora Zurich. 45% dos 500 portugueses consultados responderam que a necessidade de ter um bom seguro “é a mesma do que antes”. É a percentagem mais baixa dentro do leque de países.
Contudo, 37% dos cidadãos nacionais inquiridos acredita que a necessidade de ter um bom seguro aumentou. Mas 21% dos 500 portugueses que responderam assinalaram que não o conseguem pagar, estando Portugal mais uma vez em destaque na comparação com os restantes países – é a percentagem mais elevada.
O estudo promovido pela seguradora, intitulado “Como estamos a lidar com a crise económica”, sublinha ainda que, caso os orçamentos familiares diminuam, os seguros estão entre os aspectos que não são prioritários nos cortes (3% escolheram os seguros para os cortes), abaixo da educação (2%) e a par da habitação (3%). Em sentido inverso, os portugueses estão dispostos a reduzir os gastos com as férias e o lazer (63% e 62%, respectivamente).