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Deutsche Bank anuncia plano de reestruturação e saída de gestores

O maior banco alemão anunciou este domingo um plano de reestruturação que inclui a divisão do banco de investimento em dois e a substituição de alguns gestores de topo. O objectivo é aumentar a eficiência e a rentabilidade do banco.

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Cryan's Deutsche Bank Shakeup Cuts Senior Managers
Rita Faria afaria@negocios.pt 19 de Outubro de 2015 às 09:50
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O Deutsche Bank vai dividir o seu banco de investimento em dois e substituir alguns gestores de topo. Estas são algumas das medidas do plano de reorganização, anunciado este domingo, 18 de Outubro, que o banco vai implementar para superar problemas legais e críticas sobre a sua ineficiência.

Segundo avança o New York Times, a reorganização implica a saída de vários executivos de topo, incluindo dois que estiveram envolvidos no caso de manipulação das taxas de juro.

As alterações anunciadas pelo banco constituem a primeira tentativa, por parte do co-CEO John Cryan, de responder às críticas dos accionistas de que o banco é demasiado complicado e pouco rentável. O outro co-CEO do banco, Jürgen Fitschen, já anunciou a sua intenção de abandonar o cargo em Maio.

"Queremos criar um banco mais bem controlado, com menor custos e mais focado", declarou John Cryan este domingo.

A maioria das actividades da banca de investimento tem estado numa divisão conhecida como Corporate Banking and Securities. Essa divisão será dividida em duas, com uma parte focada na banca de investimento e outra nas vendas e trading.

Entre os executivos que vão deixar os seus cargos contam-se Michele Faissola, chefe da unidade de gestão de activos do banco, e Stephan Leithner, membro do conselho de administração do Deutsche Bank, cujas responsabilidades incluíam assuntos regulamentares e combate à criminalidade financeira.

Ambos enfrentaram críticas relacionadas com acusações de que o Deutsche Bank estava entre os bancos que manipularam as taxas de juro. Em Abril, o banco alemão concordou em pagar 2,5 mil milhões de dólares em coimas às autoridades dos Estados Unidos e Reino Unido. 

Em Setembro, a Reuters avançava que o Deutsche Bank planeia reduzir o número de trabalhadores em 25%, o que significa eliminar cerca de 23 mil postos de trabalho, e vender a sua unidade Deutsche Postbank. John Cryan, que substituiu Anshu Jain em Julho, comprometeu-se, no seu primeiro dia no cargo, a vender a unidade Postbank de forma "tão rápida e eficaz quanto possível".

No dia 7 deste mês o Deutsche Bank anunciou que perspectiva fechar o terceiro trimestre com prejuízos de 6,2 mil milhões de euros, um valor que a confirmar-se será o maior reportado pelo banco alemão ao longo da última década.

As acções do Deutsche bank estão a valorizar 3,56% para 26,89 euros. 

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