Dono da Bragaparques perde 7,75 milhões com aplicação na Espírito Santo Internacional
Domingos Névoa considera agora que o BPES já tinha conhecimento da situação de insolvência técnica do GES em 2012, não o informando dos riscos de perda de capital que passou a incorrer.
Domingos Névoa, dono da Bragaparques, vai avançar com uma queixa-crime contra todos os membros do Conselho Superior do Grupo Espírito Santo (GES). A notícia é avançada esta terça-feira, 13 de Janeiro, pelo Jornal de Notícias.
Segundo o diário, Domingos Névoa era cliente do Banco Privée Espírito Santo (BPES) na Suíça. Em 2012, o empresário assinou um documento designado "mandato para investimentos fiduciários" que dava poderes àquela instituição para aplicar o dinheiro em "sociedades ligadas ao GES" como a Espírito Santo Internacional (ESI) ou a Rioforte.
Dos quase 11 milhões de euros que Domingos Névoa mantinha no BPES, 7,75 milhões tinham sido aplicados na ESI, uma das entidades que entraram em incumprimento.
De acordo com o diário, o dono da Bragaparques só conseguiu salvar três milhões de euros aplicados num depósito a prazo noutro banco e que serviam de garantia ao pagamento de um empréstimo do BPES ao próprio cliente.
Névoa considera agora que o BPES já tinha conhecimento da situação de insolvência técnica do GES em 2012, não o informando dos riscos de perda de capital que passou a incorrer com a aplicação de 7,75 milhões.