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FMI defende mais fusões no sector bancário

José Viñals alerta que 30% dos activos bancários da Zona Euro, cerca de 10 biliões de euros, estão em bancos com processos de "ajustamento pendentes".

José Viñals
Andrew Harrer/Bloomberg
Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 27 de Maio de 2016 às 12:47
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"Há demasiados bancos e bancos demasiado débeis." O alerta foi deixado esta sexta-feira, 27 de Maio, pelo director do Departamento de Assuntos Monetários do Fundo Monetário Internacional, José Viñals.

As contas do FMI mostram que 30% dos activos bancários da Zona Euro, que representam cerca de 10 biliões de euros, pertencem a bancos com processos de "ajustamento pendentes". Mais: cerca de 15% dos bancos de economias avançadas está "numa situação complicada" e tem a sua "viabilidade em risco". Neste contexto, José Viñals defende uma maior concentração e simplificação no sector bancário.

As declarações de Viñals surgem um dia após o Banco Popular anunciar que necessita de 2,5 mil milhões de euros. O banco espanhol, que falhou esta semana a fusão com o Sabadell, vai emitir 2 mil milhões de novas acções a 1,25 euros cada para reforçar o balanço, melhorar a rentabilidade, os níveis de solvência e a qualidade dos activos. O banco continua a ser penalizado por um elevado montante de activos problemáticos, sobretudo no sector imobiliário.

O Banco Popular pode ainda ter que constituir provisões no valor máximo de 4,7 mil milhões de euros, o que poderá originar prejuízos em 2016 e obrigar à suspensão do pagamento de dividendos.

Os analistas do CreditSights estimam que o Popular pode fechar este ano com prejuízos de mais de dois mil milhões de euros, enquanto os do Haitong admitem que o valor de provisões previsto pode não ser suficiente. "O banco ainda precisa de superar uma grande quantidade de activos problemáticos e poderá necessitar de mais provisões do que o previsto", estima o banco de investimento.   

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