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Há mais cinco arguidos nos inquéritos ao BES e GES

Ricardo Salgado era um dos primeiros seis arguidos do processo Universo Espírito Santo. Agora, o número aumentou e são já 11 os visados. Há um novo crime a ser investigado: infidelidade. O número de inquéritos autónomos passou de cinco para sete.

Bruno Simão
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 28 de Setembro de 2016 às 19:08
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O número de arguidos no processo Universo Espírito Santo, que investiga o que se passou no GES e no BES, aumentou desde o último balanço, feito em Julho do ano passado. Agora, há 11 visados e não seis como naquela data. 

 

"Nestas investigações, dirigidas pelo Ministério Público (Departamento Central de Investigação e Acção Penal), até à data, foram constituídos, onze arguidos, nove pessoas singulares e duas colectivas", assinala um comunicado enviado às redacções pela Procuradoria-Geral da República. Não são identificados os visados.

 

Além de Ricardo Salgado, os primeiros nomes constituídos arguidos neste processo foram Isabel Almeida, antiga directora das finanças do BES, António Soares, que trabalhava na BES-Vida, José Castella, responsável pelas finanças do GES, e ainda Pedro Luís Costa e Cláudia Boal de Faria, antigos directores do BES.

 

Depois de Julho, mais precisamente em Outubro, foi confirmado que Amílcar Morais Pires, que era o administrador financeiro do banco e braço-direito de Ricardo Salgado, também estava no leque de arguidos mas a sua confirmação não constava, ainda, de nenhum comunicado da PGR. 

 

Mais um crime: infidelidade

 

"Em causa estão suspeitas da prática de crimes burla qualificada, falsificação de documento, falsidade informática, fraude fiscal, infidelidade, abuso de confiança, branqueamento e corrupção no sector privado", indica o documento enviado pela Procuradoria-Geral da República.

 

No último balanço feito, em Julho de 2015, havia seis arguidos e as suspeitas eram de prática de sete tipos de crimes. Neste momento, há a suspeita de um novo crime a juntar à lista: "infidelidade".

 

"Quem, tendo-lhe sido confiado, por lei ou por acto jurídico, o encargo de dispor de interesses patrimoniais alheios ou de os administrar ou fiscalizar, causar a esses interesses, intencionalmente e com grave violação dos deveres que lhe incumbem, prejuízo patrimonial importante é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa", indica o Código Penal. 

O comunicado da PGR é feito depois de se terem realizado buscas a "três domicílios, a um escritório de advogado e às instalações de quatro sociedades, localizadas em Lisboa, Porto e Torres Vedras".  Não são especificadas as empresas nem o escritório em causa. 

 

Mais dois inquéritos

 

O leque de inquéritos autónomos que está a ser tratado no processo Universo Espírito Santo, todos em segredo de justiça, passou de cinco para sete desde Julho do ano passado.

 

Da mesma forma, o número de inquéritos apensos a esses sete autónomos disparou de 73 para 220. "Estes inquéritos apensos respeitam a queixas apresentadas por pessoas que se consideram lesadas pela actividade desenvolvida pelo BES e pelo GES", indica o comunicado.

 

Uma equipa especial, sete magistrados e ainda mais seis

 

Nesta investigação, o Ministério Público está a ser coadjuvado por uma equipa especial constituída por seis entidades: os reguladores Banco de Portugal e Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, ainda a Autoridade Tributária a que se acrescem a Polícia Judiciária e a Polícia de Segurança Pública; o núcleo de assessoria técnica da PGR também faz parte da equipa especial.


Da mesma forma, são sete os magistrados do DCIAP responsáveis pelo processo havendo ainda uma "equipa multidisciplinar de seis magistrados de outras jurisdições, sendo que esta intervém apenas em questões específicas relacionadas, designadamente, com o arresto de bens/recuperação de activos, questões cíveis e de insolvência".

 

 


(Notícia actualizada às 19:27 com mais informações)
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