Lucro da Generali recua 2,2% no primeiro trimestre. Tempestades em Portugal tiveram impacto
Seguradora italiana destaca tempestades em Portugal como um evento com impacto nas contas da empresa.
A seguradora italiana Generali, que detém a Generali Tranquilidade, teve lucros de 1.169 milhões de euros no primeiro trimestre, uma queda de 2,2% em termos homólogos, num resultado impactado pelas tempestades em Portugal, foi anunciado esta quinta-feira.
No total, são menos 26 milhões de euros em termos líquidos face aos 1.195 milhões de euros registados nos primeiros três meses do ano passado. Já o resultado líquido ajustado, que elimina alguns fenómenos únicos ou certas volatilidades, cresceu 5,2% para 1.266 milhões de euros.
Os prémios brutos, por sua vez, aumentaram 6,8% no período em análise, para 28.155 milhões de euros, contra 26.541 milhões de euros um ano antes.
O resultado operacional consolidado situou-se em 2.235 milhões de euros (+8,1% em termos homólogos), sendo que foi impulsionado pelo ramo Vida, que cresceu 9,9% para 1.090 milhões de euros, pelo ramo Não Vida, que aumentou 1,2% para 1.041 milhões de euros, e pelo segmento Asset Wealth Management, que cresceu 15,5% para 314 milhões de euros.
O rácio combinado líquido - sinistros mais despesas em relação às receitas de prémios - melhorou ligeiramente para 90,5%, mais 0,8 pontos percentuais em relação a idêntico período do ano anterior.
Em particular, este rácio foi prejudicado por perdas de 4,8 pontos percentuais devido a catástrofes naturais (426 milhões de euros, contra perdas de 0,6 pontos percentuais no período homólogo, 48 milhões de euros), "em especial devido a um evento muito significativo em Portugal".
Portugal foi atingido entre o final de janeiro e o início de março por um comboio de tempestades. Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.
Segundo dados divulgados esta semana pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS), 71% dos 205 mil sinistros reportados já foram concluídos, tendo as seguradoras pagado 530 milhões de euros de um total estimado de 1.300 milhões de euros devido ao comboio de tempestades.
Ainda sobre a Generali, os ativos totais sob gestão aumentaram 0,5% até março, para 904.789 milhões de euros, contra os 858.265 milhões de euros contabilizados no mesmo período do ano passado.
O administrador financeiro do Grupo Generali, Cristiano Borean, apontou que os resultados do período "confirmam a execução bem-sucedida" do seu plano estratégico, com "um forte crescimento no resultado operacional suportado por todos os segmentos, refletido igualmente no resultado líquido ajustado".
"Apoiados num balanço robusto, em fontes de geração de liquidez diversificadas e de elevada qualidade, bem como numa posição de capital sólida, mantemo-nos totalmente focados na criação de valor sustentável" para todas as partes interessadas, acrescentou.