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Marques Mendes: “é tudo profundamente imoral” no Novo Banco e Centeno “enganou os portugueses”

O comentador político realça que o que está a acontecer no Novo Banco é “tudo legal”, mas “profundamente imoral”. Marques Mendes critica ainda o ministro das Finanças que “enganou os portugueses” quando sugeriu que a almofada criada para a instituição poderia nem ser usada.

# Porque Desce - Luís Marques Mendes perdeu algumas posições no 'ranking' do Negócios, sem que isso se traduza numa erosão do seu poder de influência, sobretudo nas instâncias políticas. A sua força emana sobretudo da presença mediática, através do programa que tem na SIC, em sinal aberto, que lhe dá o estatuto de comentador com maior raio de alcance. A sua capacidade em antecipar em primeira mão algumas informações revela bem a proximidade que sabe manter com o Governo de António Costa.
Pedro Catarino
Negócios jng@negocios.pt 03 de Março de 2019 às 20:56
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O Novo Banco fechou 2018 com um prejuízo de 1.412 milhões de euros e, neste contexto, vai pedir 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução. Luís Marques Mendes considera este caso uma "calamidade", admitindo que tudo esteja dentro da legalidade, mas "é tudo profundamente imoral".

 

E explica: aquando da venda do Novo Banco, ficou previsto que o comprador podia usar uma almofada de até 3,9 mil milhões de euros para compensar créditos problemáticos. E "esta almofada estava prevista como uma solução de último recurso. E a sensação que existe é que está a ser usada pelo dono do banco como ‘primeiro recurso’. Porque é dinheiro fácil. Ou seja: é uma atitude legal mas é profundamente imoral."

Marques Mendes considera que os portugueses têm razões para se preocuparem com este caso e "nãoi vai ficar por aqui", antecipa. Ainda assim, o comentador diz não ter noção se haveria uma alternativa melhor.

 

O comentador político deixa ainda duras críticas a Mário Centeno que "não falou a verdade", quando "criou a expectativa de que aquela almofada provavelmente não seria utilizada."

 

Mário Centeno fez um "erro monumental", "enganou os portugueses", sublinhou Marques Mendes.  

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