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Morgan Stanley despede cerca de 2.500 funcionários após registar receitas recorde

Cortes de empregos começaram na semana passada, avançou o WSJ, e vão abranger as três principais divisões do banco nos EUA e em outros países. Reduções ocorrem após ter alcançado receitas recorde de mais de 70 mil milhões de dólares no ano passado.

Cortes vão abranger as três principais divisões do banco
Cortes vão abranger as três principais divisões do banco Bloomberg
04 de Março de 2026 às 23:26

O Morgan Stanley vai despedir cerca de 3% da sua força laboral, o que corresponde a perto de 2.500 funcionários num universo de 83.000 trabalhadores, avançou o Wall Street Journal esta quarta-feira, acrescentando que os cortes de empregos vão ser feitos nos EUA e noutros países.

A redução vai abranger as três principais divisões do banco - banca de investimento e trading, a gestão de fortunas e a gestão de investimentos – e estão ligadas à alteração do negócio, às prioridades geográficas e aos critérios de desempenho individual, refere o WSJ.

Os cortes começaram a ser efetuados na semana passada e grande parte ocorreu já esta quarta-feira, de acordo com fontes citadas pelo jornal, e surgem depois de outras vagas de despedimentos realizados pelo banco nos últimos anos.

As reduções foram implementadas apesar dos bons resultados alcançados pelo banco no ano passado, em que o banco registou receitas recorde nas divisões de banca de investimento e trading e de gestão de fortunas. As receitas totais anuais subiram para um recorde de 70,65 mil milhões, enquanto o lucro líquido subiu para 16,9 mil milhões nos resultados de 2025 apresentados em janeiro.

Numa chamada com analistas, o CEO do banco, Ted Pick, disse estar otimista para 2026, mas alertou para os riscos geopolíticos e um cenário macoeconómico “complicado”.

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