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Venda do Novo Banco assinada após noitada de trabalho

Fechar o contrato de venda do Novo Banco exigiu trabalho pela noite dentro às equipas do Banco de Portugal e da Lone Star. Os encontros foram retomados às primeiras horas da manhã desta sexta-feira, dia da assinatura do acordo.

Bruno Simão/Negócios
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 31 de Março de 2017 às 11:51
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O contrato de compra e venda do Novo Banco é assinada esta sexta-feira, depois de uma noite e uma manhã de intenso trabalho, a acertar pormenores de última hora. O Negócios sabe que a negociação da versão final do documento levou as equipas do Banco de Portugal e da Lone Star a trabalharem pela noite dentro. De manhã, os representantes do vendedor e do comprador voltaram a reunir-se, ainda sem que o contrato estivesse assinado.

 

A expectativa das fontes contactadas pelo Negócios é que a assinatura do contrato de compra e venda possa ser feita entre o final da manhã e o início da tarde desta sexta-feira, dia em que termina o prazo de negociações exclusivas com a Lone Star.

 

Depois do contrato assinado, ainda há aspectos do negócio a acertar, mas, ao mesmo tempo, cai automaticamente a exigência, imposta pela Comissão Europeia, de que o Novo Banco seja vendido até 3 de Agosto ou liquidado. Com este factor de pressão ultrapassado, Banco de Portugal e Governo acreditam conseguir ganhar margem de manobra para ainda tentar melhorar alguns aspectos do negócio.

 

O próprio ministro das Finanças admitiu esta quarta-feira, a preocupação em que este prazo limite deixasse de existir. "A boa notícia é que existia um prazo para o processo estar concluído, mas a assinatura do acordo faz com que o prazo deixe de existir e deixem de existir estas pressões para que a conclusão do acordo possa ser feito em boas condições", afirmou Mário Centeno.

 

Um dos aspectos que falta negociar é o plano de negócios que o Novo Banco terá de executar ao longo dos próximos anos e que tem de merecer a concordância da Comissão Europeia. Bruxelas já aceitou que o Estado, através do Fundo de Resolução, se mantenha accionista da instituição.

O Negócios noticia hoje que a venda do Novo Banco não deverá ter qualquer impacto nas contas públicas no imediato, mas o Fundo de Resolução poderá ter de injectar dinheiro na instituição a partir de 2019. Este capital servirá para compensar as perdas que venham a ser geradas pelos activos problemáticos, mas apenas se o valor dos prejuízos  puser em causa a solidez do banco, sabe o Negócios. O Fundo de Resolução ficará com 25%, sendo vendido 75% do capital ao fundo Lone Star. 
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