App que nos leva a jantar fora alerta: “O setor que alimenta Portugal está a morrer de fome financeira”
Há setores que continuam a pagar a fatura da pandemia de covid-19, como é o caso da restauração, que viu fechar mais de 10 mil estabelecimentos no ano passado.
“A pressão acumulada dos créditos covid, a que se somam os custos operacionais crescentes e a retração do consumidor doméstico, criaram uma tempestade perfeita que afetou sobretudo micro e pequenas empresas familiares”, aponta a Dig-In (anterior Zomato), em comunicado.
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As empresas do setor “continuam a liquidar empréstimos contraídos entre 2020 e 2022, altura da pandemia, enquanto enfrentam margens cada vez mais comprimidas, inflação persistente nas matérias-primas e uma procura interna fragilizada. O resultado são encerramentos silenciosos que os números oficiais raramente captam”, observa a plataforma de reservas e partilha de informações sobre restaurantes.
"Vemos isso todos os dias. Um restaurante cheio não é, por si só, sinónimo de rentabilidade. O problema estrutural do setor não é a falta de clientes, é a falta de visibilidade sobre o que acontece dentro do próprio negócio”, afirma Nuno Fernandes, CEO da Dig-In.
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"Sem dados, os operadores tomam decisões no escuro,
e num contexto de margens tão estreitas, um erro de gestão pode ser fatal”, alerta
Fernandes.
A Dig-In “saúda” as medidas de apoio ao setor
recentemente lançado pelo Governo, que inclui financiamento até 60 mil euros
por empresa, com 30% a fundo perdido, mas salienta “a importância de serem
acompanhadas por uma mudança de cultura de gestão”.
"Os apoios financeiros compram tempo. Mas o que salva um negócio a longo prazo é a capacidade de antecipar problemas, ajustar a oferta, controlar custos e perceber o comportamento dos clientes. É aqui que a análise de dados faz a diferença", aponta Nuno Fernandes.
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A Dig-In aproveita a oportunidade para afiançar que foi com este propósito que desenvolveu a sua plataforma, tendo firmado uma parceria estratégica com a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).
“O objetivo é colocar ciência de dados ao alcance dos operadores do setor, independentemente da sua dimensão, transformando informação complexa em decisões concretas: desde a gestão de presença online à análise de padrões de consumo, da otimização de menus à análise de reservas e pagamentos”, explica a Dig-In.
A empresa liderada por Nuno Fernandes apela a que os operadores de hotelaria e restauração “não esperem pela próxima crise para começar a gerir com base em dados”.
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“A digitalização da gestão não é um luxo – é, cada vez mais, uma condição de sobrevivência num setor que contribui de forma determinante para a economia e para a identidade de Portugal”, enfatiza.
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