Ao minutoAtualizado há 22 min09h02

Petróleo avança mas fica abaixo dos 100 dólares. Novos ataques no Irão penalizam ouro

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.
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Foto: Rick Bowmer / Associated Press Guerra afeta produção petrolífera, com perdas diárias de 14 milhões de barris, diz AIE Foto: AP / Jae C. Hong Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis Foto: AP Mercados asiáticos fecham sem direção com dólar pressionado após possível substituição de Powell
Negócios 08:58
Últimos eventos
há 27 min.08h57

Ouro cede quase 1% apesar de subida nas tensões geopolíticas

AP / Jae C. Hong

O ouro ainda arrancou a sessão com ganhos, mas acabou por inverter para o vermelho, depois de os EUA terem avançando com uma nova ofensiva militar no Irão. Os ataques atingiram bases de lançamentos de mísseis e embarcações iranianas, que estariam a tentar colocar minas no estreito de Ormuz, e levaram os preços do petróleo novamente a acelerar. 

A esta hora, o metal amarelo recua 0,87% para 4.529,70 dólares por onça, depois de ter conseguido avançar no dia anterior, impulsionado por um aumento do otimismo em torno de um possível acordo de paz no Médio Oriente. Ora, com os novos ataques, os investidores estão agora mais céticos em relação a um entendimento que possa levar à reabertura do estreito de Ormuz - por onde passa um quinto de todo o petróleo e gás natural consumido no mundo. 

A livre circulação na via marítima é uma condição essencial para aliviar as pressões inflacionistas e abrir espaço para os bancos centrais retirarem as taxas de juro de níveis restritivos. Os investidores já veem a Reserva Federal (Fed) norte-americana a avançar com um aperto de 25 pontos-base na política monetária este ano, enquanto antes do estalar do conflito tudo apontava para reduções. O ouro tende a beneficiar de um ambiente monetário mais flexível, uma vez que não rende juros. 

Uma recuperação sustentada do metal amarelo "exige romper com a correlação com os ativos de risco", explica John Reade, estratega-chefe do World Gold Council, à Bloomberg. "O ouro tem mais hipóteses de recuperar no final do ano", mesmo que o conflito termine agora, uma vez que leva tempo para que o equilíbrio energético seja restabelecido, acrescentou.

07h56

Petróleo volta a avançar mas mantém-se abaixo da marca dos 100 dólares

Rick Bowmer / Associated Press

O petróleo está novamente a negociar em terreno positivo, impulsionado pelos , que estão a deixar os investidores menos otimistas em relação a um acordo que possa levar à reabertura do estreito de Ormuz - embora o Presidente norte-americano até assegure que as negociações estão a "progredir agradavelmente". 

A esta hora, o Brent - de referência para a Europa - acelera 0,98% para 98,20 dólares por barril, depois de ter afundado mais de 7% na sessão anterior, mas conseguindo manter-se abaixo da marca dos 100 dólares. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - salta 0,77% para 91,67 dólares por barril, enquanto o gás natural negociado em Amesterdão acelera 2,30% para 46,64 euros por megawatt-hora. 

As negociações no Médio Oriente ainda devem demorar "alguns dias" com EUA e Irão a discutirem a linguagem a ser utilizada num documento inicial, informou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, aos jornalistas durante a sua visita à Índia esta terça-feira. No entanto, persistem uma série de linhas vermelhas das duas partes que parecem estar a bloquear um entendimento mais rápido e podem mesmo levar às negociações a caírem por terra, como já avisou o Irão. 

Por agora, "é prematuro pensar que se chegará a um acordo de paz, muito menos que este venha a ser cumprido”, considera Saul Kavonic, analista sénior de energia da MST Marquee, à Bloomberg. “Ambos os lados têm vindo a afirmar que as negociações foram bem-sucedidas, ou que o estreito já foi aberto nos últimos meses, mas nada disso se concretizou", acrescenta. 

Com Ormuz praticamente encerrado e a disputa sobre o seu controlo a marcar as conversações, os "stocks" de energia a nível global têm vindo a retrair-se a uma velocidade recorde, de acordo com as mais recentes informações divulgadas pela Agência Internacional de Energia. Também nos EUA, o maior consumidor de petróleo do mundo, tanto as reservas comerciais como as estratégicas têm vindo a contrair em força, deixando os investidores a antecipar uma crise na oferta. 

07h39

Novos ataques no Irão dividem Ásia e atiram Europa para perdas. Praça da Coreia do Sul atinge novo máximo

As principais praças asiáticas encerraram a segunda sessão da semana divididas entre ganhos e perdas, depois de uma série de ataques de "autodefesa" por parte dos EUA contra o Irão terem levado a uma redução do otimismo em torno de um potencial acordo de paz entre os dois países. 

De acordo com os EUA, estes ataques, conduzidos no sul da nação do Médio Oriente, tinham como objetivo "proteger as tropas norte-americanas das ameaças representadas pelas forças iranianas" e , que estariam a tentar colocar minas no estreito de Ormuz. 

Os ataques aconteceram após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter confirmado nas redes sociais que as negociações com o Irão estavam a “progredir agradavelmente”, embora tenha ameaçado o país com novos ataques - "com maior intensidade e mais fortes do que nunca" - se um amplo acordo não for alcançado no Médio Oriente. A destruição do urânio enriquecido de Teerão continua também a ser uma linha vermelha de Washington. 

Face a estes desenvolvimentos, o MSCI Asia Pacific ainda consegue negociar no verde, mas com ganhos de apenas 0,36% - bastante inferiores aos registados no arranque da semana. Já pela Europa, a negociação de futuros aponta mesmo para uma abertura no vermelho, com o Euro Stoxx 50 a perder 0,33%. 

"O mercado vai manter-se cauteloso, tendo em conta que as esperanças anteriores de um acordo foram frustradas", explica Abbas Keshvani, diretor de estratégia macroeconómica para a Ásia na RBC Capital Markets, à Bloomberg. "Mas os progressos nas negociações poderão conduzir a uma nova redução dos preços da energia, das expectativas de inflação e, consequentemente, dos juros das dívidas", acrescenta. 

Entre as principais praças asiáticas, o sul-coreano Kospi aproveitou o "rally" das tecnológicas da sessão anterior - quando esteve encerrado, devido a um feriado local - para alcançar um novo máximo histórico, avançando mais de 2%. Por sua vez, os japoneses Nikkei 225 e Topix recuaram 0,13% e 0,07%, respetivamente, enquanto os chineses Hang Seng e Shanghai Composite dividiram-se entre ganhos e perdas, com o primeiro a acelerar 0,26% e o segundo a ceder 0,32%. 

07h05

Taiwan ultrapassa Índia como quinto maior mercado bolsista do mundo

Chiang Ying-ying / Associated Press

Taiwan ultrapassou a Índia como o quinto maior mercado bolsista do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China, Japão e Hong Kong, impulsionada pela procura de ações ligadas ao desenvolvimento da inteligência artificial, informou esta terça-feira a agência Bloomberg.

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