Mercadona mais do que triplicou lucros em 2025. Vendas superaram 2.000 milhões
A Mercadona traçou o objetivo de duplicar os lucros em 2025 em Portugal, após ter tido pela primeira vez, em cinco anos de presença, um resultado líquido positivo em 2024, mas conseguiu mais do que triplicá-los, ao passar de 7 para 26 milhões de euros, um aumento de 271%.
Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do exercício de 2025, o presidente da Mercadona, Juan Roig, anunciou vendas de 2.092 milhões de euros em Portugal, o que reflete um aumento de 18% face ao ano anterior.
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"Estamos muito muito satisfeitos pela forma como está a funcionar [a operação] em Portugal", comentou.
Já o investimento em Portugal foi de 140 milhões de euros em 2025, elevando o total apostado no país desde 2019, quando abriu o primeiro supermercado no país, para mais de 1.230 milhões de euros.
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A retalhista espanhola, que dispõe ao dia de hoje de 70 supermercados, após a recente abertura em Lisboa, a segunda num intervalo de sensivelmente três meses, contava com 7.500 trabalhadores, dos quais 500 criados no último ano.
Em 2026, ano da prometida chegada ao Algarve, prevista para "depois do verão", a Mercadona prevê abrir 12 supermercados (o primeiro foi em Fevereiro), investir 150 milhões de euros e fazer crescer os lucros para até quase o dobro, com Juan Roig a apontar para um resultado líquido desejado de "45 a 50 milhões de euros".
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Voltando ao exercício de 2025, a empresa indicou ainda ter comprado 1.500 milhões de euros aos quase 1.000 fornecedores que tem a nível nacional e ter contribuído com 273 milhões de euros em impostos em 2025, através da empresa portuguesa Irmãdona Supermercados, com sede em Vila Nova de Gaia, onde fez, aliás, a sua primeira e única estreia fora de "casa" há mais de seis anos.
E tal, como comunicado anteriormente, lembrou que a empresa distribuiu 25 milhões de euros aos trabalhadores em Portugal, incluindo o pagamento de prémios anuais e de gratificações extra, ambos por objetivos, anunciou cinco dias extra de férias, bem como um aumento do salário base de 2,2% para acompanhar o aumento da inflação.
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Em termos globais, ou seja, na Península Ibérica, a Mercadona - líder na distribuição alimentar em Espanha, com uma quota de 28,5% e de 8,8% em Portugal - subiu a faturação em 8% para 41.858 milhões de euros, dos quais 2,5% obtidos através das vendas online (uma possibilidade não disponível em Portugal e que não está nos planos a curto prazo, como confirmado hoje) e aumentou em 25% os lucros para 1.726 milhões de euros, num exercício descrito como "histórico", em que a retalhista, que emprega 115 mil trabalhadores (+5.000 do que em 2024), elevou a rentabilidade a um novo patamar, por força de "melhorias de gestão, produtividade e eficiência".
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"E em 2026 vamos melhorar o que foi 2025", prometeu Juan Roig.
Para 2026, a Mercadona perspetiva elevar as vendas em 3,5% para 43.200 milhões de euros, investir 1.000 milhões de euros e criar 1.000 empregos - ambos à semelhança de 2025 -, bem como "consolidar" os lucros obtidos no "espetacular" exercício anterior.
Apesar de muitas perguntas sobre o impacto da guerra do Médio Oriente tanto no negócio como nos preços do cabaz de produtos alimentares, atendendo, por exemplo, à escalada dos preços dos combustíveis, Juan Roig insistiu que "ninguém tem certezas do que vai acontecer amanhã".
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"Não há ninguém que fique contente por subir preços", afirmou. "Se as matérias-primas sobem, subimos os preços, se descem nós descemos os preços. Não podemos influir nisso. O que vai acontecer a partir de hoje ou amanhã não sabemos. Não sabemos quanto vai durar a guerra e que efeitos vai ter", enfatizou.
No entanto, quando questionado, Juan Roig admitiu que "gostaria" de ver o regresso da medida do IVA zero, tanto em Portugal como em Espanha, numa altura em que continua a afastar entrar num novo mercado. Contudo, "tal não depende de nós", lembrou.
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