Mercadona mais do que triplicou lucros em 2025. Vendas superaram 2.000 milhões

Vendas da cadeia de supermercados espanhola em Portugal aumentaram 18% em 2025 para 2.092 milhões de euros. Em 2026, ano da expansão ao Algarve, Mercadona prevê 12 aberturas.
mercadona
Eduardo Parra/AP
Diana do Mar 10 de Março de 2026 às 10:44

A , após ter tido p, mas conseguiu mais do que triplicá-los, ao passar de 7 para 26 milhões de euros, um aumento de 271%.

Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do exercício de 2025, o presidente da Mercadona, Juan Roig, anunciou vendas de 2.092 milhões de euros em Portugal, o que reflete um aumento de 18% face ao ano anterior.

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"Estamos muito muito satisfeitos pela forma como está a funcionar [a operação] em Portugal", comentou.

Já o investimento em Portugal foi de 140 milhões de euros em 2025, elevando o total apostado no país desde 2019, quando abriu o primeiro supermercado no país, para mais de 1.230 milhões de euros.

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A retalhista espanhola, que dispõe ao dia de hoje de 70 supermercados, após a recente abertura em , a segunda num intervalo de sensivelmente três meses, contava com 7.500 trabalhadores, dos quais 500 criados no último ano. 

Em 2026, , prevista para "depois do verão", a Mercadona prevê abrir 12 supermercados (o primeiro foi em Fevereiro), investir 150 milhões de euros e fazer crescer os lucros para até quase o dobro, com Juan Roig a apontar para um resultado líquido desejado de "45 a 50 milhões de euros".

12Supermercados
Em 2026, ano que ficará marcado pela expansão ao Algarve, a Mercadona espera contar 12 aberturas, superando 80 supermercados em Portugal.
50MILHÕES
Mercadona fechou 2025 com lucros de 26 milhões de euros, valor que espera quase "dobrar" para "45 a 50 milhões" em 2026.
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Voltando ao exercício de 2025, a empresa indicou ainda ter comprado 1.500 milhões de euros aos quase 1.000 fornecedores que tem a nível nacional e ter contribuído com 273 milhões de euros em impostos em 2025, através da empresa portuguesa Irmãdona Supermercados, com sede em Vila Nova de Gaia, onde fez, aliás, a sua primeira e única estreia fora de "casa" há mais de seis anos.

E tal, como comunicado anteriormente, lembrou que a empresa distribuiu 25 milhões de euros aos trabalhadores em Portugal, incluindo o pagamento de prémios anuais e de gratificações extra, ambos por objetivos, anunciou , bem como um aumento do salário base de 2,2% para acompanhar o aumento da inflação.

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Em termos globais, ou seja, na Península Ibérica, a Mercadona - líder na distribuição alimentar em Espanha, com uma quota de 28,5% e de 8,8% em Portugal - subiu a faturação em 8% para 41.858 milhões de euros, dos quais 2,5% obtidos através das vendas online ( e que não está nos planos a curto prazo, como confirmado hoje) e aumentou em 25% os lucros para 1.726 milhões de euros, num exercício descrito como "histórico", em que a retalhista, que emprega 115 mil trabalhadores (+5.000 do que em 2024), elevou a rentabilidade a um novo patamar, por força de "melhorias de gestão, produtividade e eficiência".

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"E em 2026 vamos melhorar o que foi 2025", prometeu Juan Roig.

Para 2026, a Mercadona perspetiva elevar as vendas em 3,5% para 43.200 milhões de euros, investir 1.000 milhões de euros e criar 1.000 empregos - ambos à semelhança de 2025 -, bem como "consolidar" os lucros obtidos no "espetacular" exercício anterior.

Apesar de muitas perguntas sobre o impacto da guerra do Médio Oriente tanto no negócio como nos preços do cabaz de produtos alimentares, atendendo, por exemplo, à escalada dos preços dos combustíveis, Juan Roig insistiu que "ninguém tem certezas do que vai acontecer amanhã".

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"Não há ninguém que fique contente por subir preços", afirmou. "Se as matérias-primas sobem, subimos os preços, se descem nós descemos os preços. Não podemos influir nisso. O que vai acontecer a partir de hoje ou amanhã não sabemos. Não sabemos quanto vai durar a guerra e que efeitos vai ter", enfatizou.

No entanto, quando questionado, Juan Roig admitiu que "gostaria" de ver o regresso da medida do IVA zero, tanto em Portugal como em Espanha, numa altura em que continua a afastar entrar num novo mercado. Contudo, "tal não depende de nós", lembrou.


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