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Angola obriga a corte de 140 postos de trabalho na Unicer

A fabricante da cerveja SuperBock vai fechar a fábrica de refrigerantes de Santarém. Dos 140 postos de trabalho afectados, a empresa tem expectativa de que 35 possam arranjar outro emprego.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 08 de Outubro de 2015 às 17:43
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Angola é o principal motivo pelo qual a Unicer vai avançar com o corte de 140 postos de trabalho, 70 deles da fábrica de refrigerantes de Santarém, que será encerrada. Na óptica da empresa, conhecida por produzir a SuperBock, há possibilidade de realocar 35 dos funcionários, mas não se garante proximidade ao actual posto de trabalho.

 

"A Unicer vai proceder ao reajuste da sua estrutura, face à retracção de alguns mercados, nomeadamente Angola, onde a empresa realiza uma boa parte dos seus negócios fora de Portugal", assinala o comunicado emitido pelo grupo liderado por Rui Ferreira Lopes, depois de o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Bebidas e Tabacos de Portugal ter dado essa indicação à Lusa.

 

No comunicado, a Unicer justifica que a "a redução no volume de negócios da empresa, subjacente a uma quebra no mercado cervejeiro angolano que se estima em 30%, terá impacto no desempenho de 2016, com o exercício de 2015 ainda a beneficiar dos efeitos de um rigoroso plano de contenção de custos oportunamente implementado".

 

Apesar disso, continua a intenção de continuar a apostar em Angola, onde estava previsto a abertura de uma unidade em 2016 – um prazo que poderá resvalar. "Angola, que actualmente vive uma conjuntura adversa motivada pela queda do preço do petróleo, continua a ser um mercado prioritário no negócio da empresa, designadamente no que respeita ao compromisso para com o projecto de investimento industrial em curso", indica o documento.

 

Dos 1.200 trabalhadores, 140 vão ser afectados por esta decisão. 70 da estrutura global da empresa, cuja área de trabalho não é indicada, vão ser despedidos. Outros 70, da fábrica de Santarém, também. Na óptica da empresa, 25 pessoas deste último grupo poderão ser integradas no parceiro de negócio que ficará encarregue de dar continuidade à produção dos refrigerantes que, até aqui, estavam a cargo da unidade de Santarém, a Rical. Outros 10 poderão ser alvo de mobilidade interna, segundo indicou fonte oficial da Unicer. Nestes últimos casos, não há garantias de que o emprego possa ser próximo do actual posto de trabalho.

 

Despedimento após mudança de CEO

 

O anúncio da reestruturação da empresa, comunicado esta quinta-feira 8 de Outubro aos trabalhadores, acontece pouco tempo depois de mudança na liderança. No final de Julho, João Abecasis (que havia entrado para ocupar o cargo até então dirigido por António Pires de Lima) foi substituído por Rui Lopes Ferreira, que era vice-presidente.

 

Abecasis disse, aquando da substituição, que saia por ter uma "visão estratégica diferente do accionista para o futuro da empresa".

 

A Viacer, uma parceria controlada pelo Grupo Violas em conjunto com o BPI, detém 56% da Unicer. O grupo Carlesberg detém os restantes 44%.

Nas marcas de refrigerantes da Unicer, mais conhecida por ser a produtora da cerveja SuperBock, estão a Frisumo, Frutis, Snappy, Guaraná Brasil e Frutea. 

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