Conflito no Médio Oriente castiga vendas da Louis Vuitton
As vendas da gigante do luxo caíram 9% no primeiro trimestre, muito acima do que antecipavam os analistas. O mercado do Médio Oriente representa cerca de 6% das vendas da Louis Vuitton.
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As vendas da Louis Vuitton, a principal divisão do grupo Louis Vuitton Moët Hennessy (LVMH), sofreram uma quebra de 9% no primeiro trimestre deste ano, com o efeito cambial a ser responsável por sete pontos percentuais desta queda, anunciou esta segunda-feira a gigante do luxo. O impacto da guerra no Médio Oriente acabou por castigar o desempenho da marca de luxo de forma muito mais acentuada do que era esperado pelos analistas, que antecipavam um recuo de apenas 0,05%.
Nos primeiros três meses do ano, a faturação do grupo cifrou-se em 19.121 milhões de euros, menos 1,2 mil milhões do que um ano antes. Mas na divisão de moda e artigos de couro à queda de 2% em termos de vendas orgânicas somou-se o efeito cambial adverso que "comeu" outros sete pontos percentuais. Contas feitas, a principal divisão da LVMH registou receitas de 9.247 milhões de euros, valor que compara com os 10.108 milhões alcançados no início de 2025.
O grupo liderado por Bernard Arnault indica que o conflito que estalou no Irão no final de fevereiro terá custado um ponto percentual no desempenho orgânico das vendas no Médio Oriente, geografia que representa 6% das vendas da Louis Vuitton.
Em termos geográficos, a LVMH destaca o crescimento nos EUA, China e no resto da Ásia (excluindo o Japão), enquanto na Europa e no mercado nipónico foram observadas quebras de 3%.